Uma história de duas pegadas

Começando a preparar o relato sobre Nova York, revi uma das imagens mais comoventes que já contemplei:

No Museu de História Natural de Nova York, a ala dedicada à evolução do homem. Os dois hominídeos, um macho e e uma fêmea, criados a partir de fósseis de pegadas de 3 milhões de anos. Pelas pegadas eles sabem que um indivíduo era maior do que o outro, e pela distância das pegadas, eles sabem eles estavam andando abraçados.

Era o final do dia, o museu estava pra fechar, estávamos bem cansados. E com Daniel, que tem uma paciência limitada pra museus, então fotografei meio de qualquer jeito, não parei pra fotografar e ler as placas. Mas fiquei e permaneço comovida pela genialidade do artista, o carinho e a intimidade entre os dois, a expressão da mulher. Como se nos observasse, e com espanto, como se pudessem sair da caixa de vidro a qualquer momento.

Tentei achar mais referências a essas esculturas, só encontrei esta citação, e de uma época em que ela ainda era mostrada num cenário vulcânico, depois mudaram pra ficar no nível do chão, sem cenário.

https://books.google.com.br/books?id=frJmDAAAQBAJ&dq

Se estiver em Nova York, vá pro Museu de História Natural pra ver ao vivo, vale a pena.

Já que não sou americana e só vou a passeio, tenho o privilégio de amar Nova York. Como gosto dessa cidade. Quantas lembranças boas com o Cris, e agora com o Cris e o Daniel.

E Trump vai passar.

 

Este post feito logo após a viagem tem mais imagens do Museu, do Central Park, de placas bonitas no Central Park:

Nova York – parte 1