Uma grande chance para libertar a fotografia e divulgação da natureza brasileira – conversas com ICMBIo e contato com Fundação Florestal

Amigos,

O presidente do ICMBio, Cláudio Maretti, abriu um canal de comunicação no próprio Facebook dele para conversar sobre questões das Unidades de Conservação Federal (os Parques Nacionais), inclusive fotografia amadora e profissional, divulgação, publicações, horários diferenciados.

O post dele tem uma longa abertura em que ele expõe um resumo de conversas com os gestores das unidades de conservação. Peço que os interessados no tema leiam essa abertura com atenção e manifestem-se com educação e o reconhecimento da boa vontade que ele teve em abrir esse tópico.

Quem deve se manifestar? Todo mundo que gostaria que houvesse liberdade para fotografar e mesmo publicar livros ou vender fotos. Todos que entendem que a divulgação da natureza é fundamental para sua conservação. E todos que já passaram por, ou entendem como é absurdo quando somos proibidos de fotografar em algum parque público.

Há chances consideráveis de mudanças positivas. Aparentemente alguns gestores entendem que a cobrança de taxas deveria ser aplicada apenas a empresas grandes, como a gravação de um comercial, e também reconhecem que pode estar havendo uma interpretação errada da portaria e abuso de autoridade nessas proibições.

Talvez a gente consiga negociar uma mudança em que fique claro que a fotografia de natureza, amadora e profissional, deve ser permitida e incentivada, porque ela ajuda a divulgar e proteger uma área. E que as pessoas precisam ter liberdade para criar livros, produtos culturais ou objetos que ajudam a divulgar uma área natural.

Por favor, participem. Entrem no tópico e apoiem, com educação, ponderação e responsabilidade, a importância da fotografia e divulgação dos parques. O administrador ganha muito mais força para fazer uma mudança se há muitas manifestações públicas de apoio. Ele pode até ser favorável a uma mudança, mas se não há apoio público fica mais difícil vencer o grupo que é contrário.

O post de Maretti está aqui: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=662011367264759&id=100003677040576

O ICMBio cuida dos Parques Nacionais. Nossos perrengues com os Parques Estaduais e os Municipais precisam ser tratados em outra instância. Vamos começar com a Fundação Florestal, que cuida dos Parques Estaduais, inclusive o infeliz Horto de Campos do Jordão que sempre proíbe DSLRs e às vezes até binóculos.

Sugiro o seguinte: email prara a ouvidoria da Fundação Florestal
ouvidoria@fflorestal.sp.gov.br. Eles têm obrigação de responder em até 15 dias.

Teor da mensagem seria mais ou menos assim, pode alterar como quiser. Não vejo problema em só copiar e colar e mandar pro e-mail da Fundação. Este é um caso em que o volume de manifestações pode ajudar nas negociações, mostrar que há muitas pessoas interessadas no tema:

“Prezada Fundação Florestal,

Sou observador de aves e tenho ouvido diversas histórias de colegas que foram proibidos de fotografar num parque estadual. Não encontrei o regulamento, mas imagino que essas proibições se baseiam na ideia de que a fotografia comercial exige autorização prévia. Entretanto, o problema é que as pessoas proibidas de fotografar claramente foram alvo de ignorância e discriminação: qualquer um com conhecimento mínimo sobre fotografia sabe que uma câmera grande não é exclusividade de fotógrafo profissional. Mais ainda: que não é o equipamento que determina o uso da imagem. Hoje um celular pode produzir uma imagem comercial, mas nenhum segurança proíbe pessoas de usarem celular.

Outra grande questão: parece bastante errado o fato de sermos o país com a maior biodiversidade do planeta, com a maior quantidade de espécies de aves, e haver tão poucas publicações e conhecimento público disseminado sobre nossas riquezas naturais.

Somos milhares de observadores de aves e fotógrafos amadores e alguns profissionais. Poderíamos mudar esse cenário de vácuo cultural, mas a postura atual dos parques públicos nos impede.

O presidente do ICMBio, sr. Cláudio Maretti iniciou uma conversa no Facebook sobre esses temas: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=662011367264759&id=100003677040576

Queria saber se a Fundação Florestal também pode colocar um representante para conversar conosco sobre formas de acabar com mal-entendidos na interpretação de portarias, e principalmente sobre formas de valorizar a natureza brasileira.

Obrigado!”

Divulguem o máximo que puderem.

(Quem tiver interesse, no http://claudiakomesu.club/category/birdwatching/ você encontra a série de posts publicados nestes dias e que contribuíram para a discussão do tema)