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Como atrair mais visitantes em Unidades de Conservação e outras regiões com atrativos naturais

Não é só riqueza biológica que conta. Comidinhas, áreas pare piquenique e churrascos, lojinhas, locais para tirar selfies, comedouros, passeios guiados: há vários elementos que podem aumentar a visitação num parque, ou numa pousada, numa propriedade ou numa cidade.

— essa era minha apresentação pro Avistar SP 2016, mas apareceu esse compromisso com a família, tive que viajar e não poderei aparecer no Avistar. Ainda bem que deu tempo de ser substituída em grande estilo: Fabio Olmos vai apresentar “A Visão do Usuário”, no Diálogos com a Fundação Florestal. Não percam o Avistar neste fim de semana, dias 20, 21 e 22 de maio no Instituto Butantan.

O que é birdwatching?

Birdwatching é um vírus ou algo do tipo que entra no sangue e causa alterações no seu corpo. Você passa a enxergar as aves onde antes não via nada ou achava que só havia mato, algumas pessoas desenvolvem super-audição e passam a reconhecer as aves pelos sons, e você também desenvolve uma mola interna que te leva a ir atrás de uma ave que lhe interessa não importa o que você estivesse fazendo. Se você estava deitado no chão achando que não conseguiria dar nenhum passo a mais você levanta, se você estava conversando com alguém você larga a pessoa falando sozinha, se você estava almoçando você larga sua comida, se você estava num abraço amoroso você diz “com licença” e sai.

Um ex-colunista da Folha de S. Paulo, hoje birdwatcher, diz que passou um bom tempo com uma péssima imagem de birdwatchers porque estava numa pousada, conversando com um birdwatcher, que o deixou falando sozinho porque passou uma ave tal. Uma outra pessoa do grupo explicou “quando birdwatchers conversam, estão apenas matando o tempo entre uma ave e outra”. http://www1.folha.uol.com.br/colunas/michaelkepp/2013/01/1214627-para-observar-nao-basta-olhar.shtml

Sim, somos perdidos e viciados assim.

Existe cura. O Cris, por exemplo, é um ex-birdwatcher. Ele teve uma hérnia cervical, passou umas semanas de cama e quando saiu de lá era um apaixonado pelo poker. Mas antes disso, confesso que ele nunca foi tão viciado como nóis. Ele achava errado não parar pra almoçar e não descansar. E nunca teve lado competitivo ou colecionador. Ele ainda passarinha comigo, e nem gosta que eu fale que ele é ex-birdwatcher, porque é capaz de fotografar aves. Mas pra mim um birdwatcher que não é mais viciado, que não se sente agoniado e indócil quando passa algumas semanas sem poder passarinhar, que perdeu a tal mola passarinheira que te obriga a ir atrás das aves, esse não tem mais o vírus. Pode continuar com a super-visão, mas não é mais um birdwatcher da gema.

O birdwatching é altamente viciante por motivos diversos. Algumas pessoas se viciam porque é competitivo, você pode tentar ser a pessoa que mais viu aves na sua cidade, no seu Estado, no Brasil, na temporada tal, você pode tentar ser a pessoa com fotos das espécies mais raras, conseguir mais likes nas suas fotos. Há uma comunidade grande online com quem papear sobre o assunto. Ao vivo, basta você descobrir que o outro também é birdwatcher que rende horas de conversa. Sempre há mais aves para ver, viagens pra fazer, fotos para melhorar, é compulsivo.

Quando eu comecei a passarinhar também fui atrás de ter a maior quantidade possível de espécies, porque parecia que ser birdwatcher era isso. Depois descobri que você pode ser birdwatcher mesmo sem ter esse lado colecionador ou competitivo.

Eu sou viciada em birdwatching porque pra mim as aves são lindas demais. São lindas, dão fotos lindas.

O birdwatching deixa sua vida mais encantada. Graças ao birdwatching você vê mais beleza no mundo… e algumas pessoas também passam a ver o mundo e nossas escolhas de consumo com mais responsabilidade.

Passarinhar é muito divertido. Quer ver um pouco de como é? O vídeo mostra exemplos de aves comuns em lugares comuns, as outras belezas que você pode ver num passeio passarinheiro, cenas de bastidores, e links de onde você pode conseguir mais informações.

Quer ver birdwatchers ao vivo? É fácil!

Neste fim de semana, dias 20, 21 e 22 de maio em São Paulo tem o maior encontro de birdwatching da América do Sul, é o Avistar. Será no Instituto Butantan. Você pode se inscrever para ver as palestras do Congresso, ou só participar das atividades gratuitas, ou só ir lá passear. O Butantan é um local bem agradável, fácil de chegar, fácil de estacionar. Se for como no ano passado, também haverá uns food trucks durante o evento.

Haverá vários stands de associações, cidades, pousadas, onde você consegue muitas informações. Fora isso, preste atenção nas pessoas ao redor. Qualquer grupinho que você achou mais simpático ou que você gostou do papo, pode se achegar e, educadamente, entre na roda. Faça perguntas, ou só peça licença pra ouvir, pegue cartões das pessoas. É um encontro com um clima muito fraternal.

A programação do evento pode ser vista aqui: http://avistarbrasil.com.br/programa_avistar_2016.pdf, repare na coluna da direita, que tem descrição de várias atividades, inclusive o famoso #vempassarinhar no sábado e no domingo às 7h, a oportunidade de ver como é um passeio pra ver aves no Butantan, guiado por pessoas experientes.

As atividade são gratuitas, fora as palestras do Congresso: http://www.avistarbrasil.com.br/inscrisp

Se você estiver em São Paulo, vá dar uma olhada, vale muito a pena.

Eu não estarei lá por compromissos com a família, mas recomendo muito. Mesmo que você não se torne um birdwatcher, é daqueles eventos pra reforçar sua sensação sobre o bem do mundo.

#changedestiny – não existe mulher que sobrou

Temos o privilégio de viver nuns pedacinhos de mundo em que ser solteira ou não ter filhos não é a letra escarlate na sua testa.

Num lugar como a China, se você tem 25 anos e ainda não casou você faz parte do grupo de Sheng Nu, as mulheres que sobraram. E tem que ficar ouvindo “por que você ainda não casou?”, “você não é mais jovem”, “você escolhe demais”, “se você não se casar logo eu vou desenvolver uma doença cardíaca”.

Uma marca de maquiagem da Sephora teve uma ideia linda: fizeram vídeo pra Youtube e uma campanha, em que fotografaram as solteiras com aquela luz publicitária bonita, e colocaram as fotos e frases delas na praça em que tradicionalmente o pessoal vai anunciar o currículo da filha pra tentar arrumar um marido.

A parte que te deixa um pouquinho ressabiada é ver os pais, que antes aparecem criticando as filhas, vendo as fotos e dizendo coisas como “minha filha é bonita. Se ela está feliz sendo solteira, então pra mim tudo bem”, esse parece um salto um pouco grande pra acontecer tão instantaneamente.

Mas a ideia é muito boa, e acredito de verdade que uma campanha como essa planta sementes boas, e que fotos bonitas fazem a diferença.

De que vale ser bom?

Quem faz o bem age por saber que é o certo, não por esperar algo em troca. Mas é claro que não faz mal nenhum de vez em quando receber um sinalzinho, por mais ínfimo que seja, de que as ações não são em vão.

A parte que achei mais irreal é a do vaso de planta. A menina de uniforme escolar não é absurdo, o cachorrinho carregando o regador não é loucura, mas aquela planta estava morta e a enxurrada da calha só ia lavar a terra. Pra mim foi o único momento de falar “não, não…”. De resto, bem icônico e heartwarming.

 

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