Sweet disaster

 

Ok, vou confessar uma das minhas grandes vaidades.

Muitos anos atrás, na faculdade, um dos nossos bons professores (Plínio Martins, editor da Edusp na época) me falou “mas você é mesmo o câncer da classe”.

Foi um tanto gratuito. Eu nem era mal comportada, foi só um momento em que eu estava falando algo com o …, um daqueles caras muito inteligentes e cultos, a gente estava rindo baixinho, não lembro o que era. O guruzinho também gosta dessa história, a gente considera emblemática o suficiente, ela sempre nos diverte.

O câncer da classe.

E ontem numa C&A encontrei umas roupas de mano em liquidação, e por R$ 15 agora tenho uma camiseta escrito Sweet Disaster, que eu gostei tanto a ponto de me dar o trabalho de me fotografar com ela só pra fazer este post.

Não é uma honra sem tamanho, um ideal a ser cultivado?

Adoraria ser isso mesmo. O câncer da classe, um sweet disaster, um tsnumami gentil, algo pra, com bastante jeito, abalar sua rotina, destruir sua casca, te tirar da concha, te inundar com dúvidas e inquietações e te obrigar a  nadar pra fora da zona de conforto, fazer você querer se reinventar. Pra você desejar ser maior, mais forte, mais brilhante, reconhecer que você é incrível e que o mundo é um lugar grande e maravilhoso.

Somos a história que contamos pra nós mesmos, e agora tenho mais um adjetivo pra pensar em mim.