Sonhos com a mega sena: bancar a produção de seriados com o Elvis. E pensamentos sobre capricornianos.

Eu sei que há muitas coisas bem mais importantes pra se fazer com o dinheiro, mas nesses dias em que a gente fica sonhando com mega sena acumulada, antes de projetos filantrópicos, antes mesmo das questões da natureza, o primeiro pensamento que me vem é mecenas cultural. Bancar seriados e filmes com personagens bons, aquela ideia do quanto a ficção pode moldar o mundo, e eu estou mentindo, não é isso ainda.

A primeira vontade que me vem é bancar alguma coisa relacionada com o Elvis. Fico pensando que com dinheiro suficiente, não é possível que a gente não encontre um cover decente, que seria possível convencer o Lucky Rocket que ele tem que atuar, e eu não queria que fosse um filme só, talvez algo como um seriado, pra poder vê-lo por muitas horas caminhando, sorrindo, cantando, dançando, movendo-se com a elegância do tigre.

Então veio essa ideia: um pub, ou um bar, ou uma pequena casa de shows, talvez até mais de uma, em países diversos. Um lugar mágico portal dimensional em que as celebridades de diversos tempos vão lá se apresentar para uma audiência discreta, que sabe o que está acontecendo e mantém um pacto de silêncio sob a pena de nunca mais serem admitidos. A gente inventa mais alguma coisa no roteiro, talvez a ideia de que alguns dos artistas (incluindo o Elvis) não querem voltar pra época deles, e sim viver em 2015-2016, e um grupo de pessoas que vai ajudá-los a viver no agora.

A desculpa pra poder assistir a shows com covers incríveis do Elvis, do Frank, da Nina Simone, Johnny Cash, Beatles, James Brown, Jim Morrison, Joe Cocker, Aretha Franklin, The Carpenters, Janis, Chucky Berry, Roy Orbison, Marvin Gaye. E Elis Regina, Tom Jobim, Tim Maia, Cássia Eller, Nara Leão

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Esse é o tipo de artifício capaz de mudar minha sintonia nos dias sombrios. Eu devia mesmo fazer uma lista de vídeos ou músicas de emergência:

E tudo isso é mais incrível ainda porque nunca esqueço que ele é capricorniano. Essas criaturas áridas.

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Cinco coisas que você não pode falar para capricornianos

[um post antigo do outro blog que eu ainda não tinha transferido. Que comecem as comemorações pra esse signo que merece mortes dolorosas. Ou melhor: que não merecem, mas é compreensível que aconteçam]

Há uma estranha sensação reconfortante quando a gente pensa que tem coisas que não são pura loucura nossa, e sim herança cultural, familiar, astrológica.

Obrigada, Marcelo. Thank you, Elaine Edelson.

http://thewholecosmos.com/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=138&Itemid=211

Com grifos meus

Top 5 things NOT to say to Capricorn (Capricorn Rising sign).

1. Relax Yeah, ah. Well that’s not going to happen any time soon. Capricorn is one of the workaholic signs. Even if they check off everything on their ‘To Do’ list, they’ll organize all the ‘to do’ lists and start a database for reference. Capricorns love to work. They feel they have to atone for some past grievance they think their God has against them. The only way to get your Capricorn to relax is to shoot them with a Rhino tranquillizer and while they’re in their induced coma, feed them stock quotes and news intravenously. Or…you could sway them with a working vacation. (That’s the best I can think of being a Capricorn Rising sign myself.)

2. You’re wrong. Well, okay. If you said that to a Virgo, they’d get defensive. If you say this to a Capricorn they become simultaneously repentant, demoralized, AND paralyzed on the spot. Be gentle with your Capricorn. Let them know that their information might be incorrect but that they did a good job researching…(all those sleepless nights and self denial and such.) They don’t have to self-flagellate or anything…just correct the info. Then get them some chips. They like to crunch on crunchy things when they’re stressed.

3. I don’t give a damn. You don’t? Then you won’t have Capricorn on your side for very long. Capricorn is dedicated to serving humanity. They ponder the route. They consider the opinions. They take their time. They need to be surrounded by passionate and caring people who are ready to make a difference. If you don’t give a damn, Capricorn will…and attempt to ignite your enthusiasm. (They tend to care-take the needy to feel needed.) These stoic people just don’t give up. They go the distance and then some. Makes you wonder if they’re androids. Sometimes you just wanna scream at them, “Lighten up!” When you least expect it, they put on a gorilla suit and bring you flowers at your office. Why? Because Capricorn gives a damn.

4. C’mon. Let’s ditch in this line. No one will know. Oh NO? Capricorn will know. They’re the record keepers of social behaviors. You must atone for your actions or else Capricorn will stare you down and make you feel so uncomfortable, you’ll have to face your own conscience. They like to think of themselves as social police. They have the responsible gene. Capricorn knows that there’s a big EYE scanning all thoughts and actions so they obey the law. BUT some Capricorns are so freaked by authority and the idea of Godly punishment that they figure they might as well do something wrong so they become addicted to chemicals. These Capricorns need reassurance that they’re not inherently bad, just irresponsible. Wow. Telling them that will throw them into rehab faster than you can say, “All rise for the honorable Judge….”

5. Do it this way. Oh…really? You think telling your Capricorn (or Cap Rising) friend what to do is going to motivate them? You know where you can stick that statement…right up your…oh, sorry. Capricorn’s prefer the more Victorian approach to reprimand. Be polite, be gracious, and above all, be articulate. Capricorns admire authority figures who lead by pristine example. Be pure of heart and it will help Capricorn to lighten up on themselves. Capricorns can be so funny in a dry kind of way. In fact, once you stop telling them what to do and how to do it, they’ll turn to you with choice words that will show you who’s boss. They win. The end.

 

Por que capricornianos merecem mortes dolorosas

“Capricorns can be so funny in a dry kind of way.”

Dry. É uma das nossas palavras-chave. Somos secos, austeros, não relaxamos e não confraternizamos. A gente acha que está relaxando, mas é possível deixar de lado quem realmente somos? Temos qualquer chance de estar em um lugar e não olhar, não julgar, não pensar no que está errado, no que deveria ser melhor, tanto para o lugar quanto para as pessoas?

Então por mais que a gente disfarce, se alguém olhar um pouco mais fundo, vai ver nos nossos olhos que estamos pensando, julgando e, geralmente, dando notas baixas pra tudo.

E entenda, não de um jeito idiota. Não é estar num restaurante de beira de estrada e se incomodar com prato riscado ou lascado. É o “grana padanno” do restaurante besta. Temos um senso muito grande de justiça, nunca humilharíamos pessoas humildes e simples. Mas entre os que têm pretensões, para quem se acha, para quem tem poder, dinheiro, fleuma, pose, acha que tem intelecto… para esses não há desconto.

Temos dificuldade com a small talk. Em falar de assuntos da moda, novidades de revistas, manchetes de jornal, novela, fashion week, lançamento de filmes, bienal de artes ou de livros. Não somos regidos por novidades e pelo o que está acontecendo no mundo agora, temos nossos próprios valores e prioridades.

Saturno nos rege. O que nos dá uma terrível consciência sobre a passagem de tempo e desperdício, tanto de tempo como de talentos nossos ou dos outros.

Sabemos como fazer as coisas funcionarem, nos importamos com o bem do mundo, queremos fazer coisas importantes.

Animais chifrudos incompreendidos, sem graça, falando de assuntos inconvenientes.

Não sabemos confraternizar. Somos chatos. Acusados de ser muquiranas e, infelizmente é preciso reconhecer que é verdade. Como pensamos e julgamos muito, compramos pouco, preferimos guardar dinheiro para coisas que realmente valem a pena e não têm substitutos, como viagens. Temos pouco objetos de desejo só pela aura, pela fama. Não sei se vocês têm ideia do quanto a maioria das coisas que se compram não valem a pena.

Não sabemos contar piadas nem histórias boas. Nos aproximamos das pessoas quando elas realmente precisam de ajuda, mas muita gente não gosta de lembrar dos momentos em que estiveram fracos e pequenos, eles não serão uma voz de defesa.

Considero uma grande fraqueza não ter charme social, não ser capaz de tecer laços de camaradagem informal que não precisam de algum evento sério e importante. E não acho que é injustiça cósmica se terminamos na fogueira ou na cruz. Quem mandou seguir o que acreditamos ser o certo, em vez de seguir o que rege o mundo.