Sobre o extra-ordinário – parte 2

É legal viajar.

É mais do que legal: acho que é uma das melhores coisas que existem na vida.

Calhou de eu ter essa vida em que posso viajar bastante… e tantas vezes estou em lugares lindos e penso em pessoas queridas, como eu queria que elas estivessem comigo, ou penso se algum dia elas farão aquelas viagens também.

Mas sabe uma coisa de que tenho certeza? Que as viagens só foram boas assim por causa da companhia. Quase todas foram com o Cris. É ele que torna os momentos especiais, e eu não dependo da Torre Eiffel ou de restaurantes estrelados de NY ou do brilho do braai na África pra me sentir num momento especial.

Sei que é quase injusto eu falar essas coisas… porque eu já viajei pra todos esses lugares. Mas é só um momento de pedir pra acreditar em mim. Não depende de onde você está, só depende de você.

Coloque a alegria e o extraordinário no seu dia-a-dia sempre que puder. Cada refeição, por exemplo, é um momento pra se sentir numa pequena celebração. Às vezes cozinho sozinha, mas é bem comum prepararmos o jantar juntos. Mesmo que eu tenha passado o dia em casa no meu castelinho misantropo, no fim do dia troco de roupa, me arrumo. Vai ter música, mesa bonita, geralmente bebida alcóolica, mesmo que seja só a uma taça de vinho que meu cardiologista permitiu.

Tenho pena das pessoas que não têm vida caseira… que dependem só de restaurantes, finais de semana, férias.

Alegria e sentir-se em momentos especiais deveriam fazer parte da rotina da vida.

 

Ps: falando em colocar tempero na rotina, reparou que os ipês rosa estão florindo? Nas calçadas de São Paulo tem vários, e no Parque do Ibirapuera também tem bastante. Cenário onírico de graça, pra qualquer um, a qualquer momento.