Sobre a nossa falta de sinceridade: Facebook x Google

O Cris sempre tem artigos interessantes do NY Times pra comentar. Não sei se vocês viram o do pesquisador que estuda as pesquisas de Google há cinco anos (pesquisadores têm acesso a dados que os mortais aqui não têm), e tem publicado, por exemplo, a diferença de Google x Facebook. No Facebook  as palavras associadas com marido são “incrível, carinhoso, maravilhoso, tão lindo”, e no Google os complementos pra “my husband is” são dead, boring, selfish – e o a mafia boss, mas descobri que é um seriado, não uma das angústias mais frequentes das mulheres. Isso foi o que eu vi, porque o que o Cris citou da reportagem – provavelmente os resultados pra pesquisadores são mais amplos – é que os complementos pra my husband eram jerk, annoying, gay.

https://www.nytimes.com/2017/05/06/opinion/sunday/dont-let-facebook-make-you-miserable.html?_r=0

Any time you are feeling down about your life after lurking on Facebook, go to Google and start typing stuff into the search box. Google’s autocomplete will tell you the searches other people are making. Type in “I always …” and you may see the suggestion, based on other people’s searches, “I always feel tired” or “I always have diarrhea.” This can offer a stark contrast to social media, where everybody “always” seems to be on a Caribbean vacation.

(…)

I have found the honest data surprisingly comforting. I have consistently felt less alone in my insecurities, anxieties, struggles and desires.

Once you’ve looked at enough aggregate search data, it’s hard to take the curated selves we see on social media too seriously. Or, as I like to sum up what Google data has taught me: We’re all a mess.

Dê uma olhada no artigo, vale a pena. Não tem nada muito diferente do que você intui ou imagina, mas agora tem a chancela de pesquisa científica.

O autor da pesquisa é o economista Seth Stephens-Davidowitz, autor do livro “Everybody Lies: Big Data, New Data, and What the Internet Can Tell Us About Who We Really Are”.