Snorkeling em Paraty, Ilha da Cotia, nov/17

Paraty, sabe?

Aquele lugar em que bandidos manés vão assaltar uma Casas Bahia, e são presos um dia depois com facilidade, porque não sabem que a polícia tem planos de contingência e sabe que eles não têm como ir longe, sabem onde procurar.

O lugar onde aconteceu o pior assalto a birdwatchers que eu já ouvi falar. Uns quatro anos atrás uma moto com dois caras, um deles armado, passaram por um grupo e pegaram as câmeras dos oito. Dizem que a polícia encontrou as câmeras, mas que acharam as câmeras tão maneiras que resolveram ficar com elas e dizer que não acharam nada.

O assalto às Casas Bahia foi agora no dia 27/11, um dia depois da gente voltar de lá. Não estávamos na cidade, e sim nas águas, dentro de um veleiro, mas eu nunca consigo esquecer da história do assalto aos birdwatchers, das informações sobre as facções do Rio terem se mudado pra lá uns anos atrás quando as Unidades Pacificadoras ocuparam os morros.

Mas meu cunhado disse que nas águas nunca teve problemas, então estávamos lá, um fim de semana familiar. Num momento que não tinha ninguém olhando falei pro Cris como era estranho um fim de semana em que você não faz nada. Acorda tarde, fica enrolando, vai pra um snorkeling (fiquei só 1h na água, mas teria ficado muito mais), volta pro barco pra comer um churrasco, faz nada o resto dia.

O fishwatching foi difícil. Tinha sol, ao meio-dia o sol estava a pino e a gente não conseguia ver nada no visor da câmera, as fotos eram puro chute, a gente apontava pra direção do que queríamos fotografar e clicava, e esperava ter focado. Tive um monte de fotos desfocadas, algumas salvaram. O Cris teve mais azar: além da dificuldade com o visor, ele estava testando a Sony RX 100 III com case, a visão é pior ainda, e teve um momento que ele não percebeu que apertou o botão de filmar, então ele passou um tempão filmando, achando que estava fotografando, e não tem foto nem filme, porque o filme é tremido demais. Eu usei a velha Olympus TG3 boa de guerra, que provavelmente será dignamente substituída pela Olympus TG5.

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O lugar é lindo, é lindo de doer. Você vê todo aquele cenário e eu não conseguia esquecer que as facções do Rio moravam por lá, que existem facções, bandidos, assalto a mão armada, e por que pelo amor de Deus, como é que pode tudo isso junto, tanta beleza e tanta tristeza.

Além da diversão com o fishwatching, tivemos a honra de ver alguns golfinhos. Só uns poucos, e meio de longe, não consegui nenhuma foto boa. Meu cunhado falou que às vezes aparecem bandos grandes que passam um tempo nadando ao lado do barco.

E o cenário. Esse cenário maravilhoso. Nessa terra de contradições absurdas.

— Para saber detalhes práticos do passeio, tem este post no Virtude: http://virtude-ag.com/fishwatching-snorkeling-na-ilha-da-cotia-paraty-rj-nov17-por-claudia-komesu/