Sem medo do ridículo

Nós só temos uma vida, esta. Uma vida feita de finitas contas de anos, meses, horas, momentos, suspiros. A vida que temos é só nossa, quero dizer, tocamos a vida de outros, interagimos com outros, influenciamos a vida dos outros, mas quem está no comando da nossa vida somos nós. Podemos ter figuras autoritárias, mas a partir de uns 16 – 18 anos, temos todas as condições para a independência e uma responsabilidade completa sobre o rumo que nossa vida segue.

Mesmo que seja verdade que existe reencarnação. O que conta é o agora, o que fazemos nesta vida, todos os dias.

A morte. Talvez não para todos, mas a morte existe. Ainda assim, tantas vezes é como se ela não existisse, como se não existisse uma vida só. Por que ter medo de arriscar, do ridículo, de receber uma recusa, ou o desprezo do outro?

Só se vive uma vez.

As pessoas são capazes de fazer coisas incríveis ante a notícia de uma doença que vai te matar em x meses, mas o fato é que todos (ou quase todos) temos data de validade. Pra que esperar o anúncio de uma tragédia para finalmente ter coragem de fazer o que você sempre quis? Declarar seu amor, admiração, raiva. Tentar se dar bem com alguém por quem você sempre sentiu atração. Aprender alguma habilidade nova: culinária, patins, kung fu, dança de salão, poesia, fotografia.

Muitas coisas dependem de dinheiro, e entendo que precisem ser planejadas. Mas falar com alguém não precisa de nada. Nada, nada… além de ficar se preocupando com o que o outro vai pensar, com o que os outros vão falar.

Nunca perca uma oportunidade de elogiar alguém que você admira (seja qual for o aspecto da pessoa), não enterre seu afeto. Fala, porra. Fala. Se tiver reciprocidade, você abriu uma porta. Se não tiver, pelo menos não terá nada enterrado apodrecendo dentro do peito.

Sem medo do ridículo. Ridículo é nem tentar.

One thought on “Sem medo do ridículo”

Comments are closed.