Reconhecendo quem nós somos

Vocês já pensaram na história de vida de vocês, em eventos importantes ou traumáticos, e como isso repercute nos seus valores?

Exemplo fácil: o Cris teve câncer de pele. A instituição que ele contribui é o GRAAC. Tenho um amigo muito inteligente que passou por dificuldades financeiras na faculdade, e hoje ajuda jovens talentos a fazerem seus cursos — e acha que esse é o caminho que todos deviam seguir, eu tentei falar que a gente escolhe ajudar aquilo que tem relação com a nossa história, mas ele me ignorou.

Entretanto, essas conversas recentes com ele me ajudaram a deixar algo bem claro pra mim: eu realmente tenho uma atração pelos desenquadrados, pelos pequenos, pelos ignorados. Não pelos jovens talentos, gênios que ganham bolsas de estudo mas não podem pagar. Mas pelos que têm tanto sentimento, coração, e são maltratados pelo mundo. Os que sofrem só porque ainda não descobriram que há um caminho de autoconhecimento, pra aprender a gostar de si, pra acabar com insegurança, pra se desenvolver em qualquer campo que você quiser, especialmente o emocional e da aparência. Um caminho pra liberdade e felicidade.

Tão óbvio, não? Sou tão óbvia.

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Criei um grupo no Facebook, “Fotografia de natureza, com amor”, que tem como subtítulo “Com gentileza e franqueza, com alma e arte, com significado e pelo bem”. Nos últimos dias tenho escrito muito pra esse grupo.

Criei o grupo e convidei umas 4 pessoas que eu achava que tinham mais a ver. Mas também anunciei na minha timeline, expliquei sobre o grupo, e muitos pediram pra entrar. Logo eu tinha alguns caras bastante competentes, mas técnicos, falando sobre a importância do Photoshop, remoção de galhos, domínio de técnicas. Eles são ótimos, sabem muita coisa. Mas eu coloquei todo mundo pra correr, com um texto comprido explicando que aquele era um espaço pra valorizar sentimentos e pra deixar à vontade pessoas que em geral se sentem intimidadas em outros grupos. Dei atenção pra fotos que eles devem achar bem ruins, e critiquei fotos perfeitas deles, falando que era bonito mas que se ao olhar pra uma foto a primeira coisa que eu penso é “Photoshop”, pra mim essa imagem diminui de valor.

Andei escrevendo textos compridos explicando como o Wikiaves incentiva o lifers-likes, descobri que tinha um pessoal puro maravilhoso que nem sabia o que é lifer, expliquei também.

Tenho poucas pessoas participando, mas parece que tem bastante gente lendo. Vamos ver como vai ser. Esses poucos dias de interação já me renderam muita coisa boa, como ganhos pessoais, pra me aproximar mais de um caminho que realmente consiga pensar que a fotografia não são apenas imagens, e sim pessoas. Tem sido bom.