Quer saber o que as mulheres pensam de homens que mexem com elas na rua?

Hoje pesquisei mais, e descobri que a campanha é de 2013. Em poucas semanas, o site recebeu quase 8 mil declarações de mulheres respondendo uma pesquisa e contando dos assédios sofridos.

É absurdamente comum e geral. Nos exemplos citados também tem uma história de um homem que se aproximou de uma mulher, com o pau pra fora batendo punheta. A diferença é que essa mulher (ou moça, ou menina, não fala a idade) chegou chorando em casa, contou a história pra mãe, que respondeu “e o que você fez pra provocá-lo? Ele não ia fazer isso à toa”.

 

No vídeo também tem comentários sobre assédio em balada. Eu não sou da balada faz décadas, e achava que na balada era permitido se olhar. Mas pelo visto nas baladas a situação complica, porque não é só uma questão de olhar, mas de chegar agarrando, o que me fez pensar que preciso ser mais conservadora no que penso sobre o que é lícito numa bienal ou num torneio de xadrez. Sim, as pessoas se olham pra demonstrar interesse. Mas talvez nem mesmo numa situação dessas eu devesse pensar que é ok receber uma secada, a secada é te olhar como um pedaço de carne. Gostou do que viu? Sorria. Quer conhecer a pessoa? Tente um diálogo, veja se merece o interesse e a confiança da pessoa que te interessou.

Claro que as pessoas podem se olhar, podem virar o pescoço e acompanhar com o olhar uma pessoa que te chamou a atenção. O problema é o que se faz a partir desse interesse. E a desprogramação mental de pensar na mulher só como um objeto.

http://thinkolga.com/2013/09/09/chega-de-fiu-fiu-resultado-da-pesquisa/