Quem é você?

Prometi falar sobre autoconhecimento, mas antes fiz a ressalva de que não acho que as pessoas devam viver desgrenhadas, sem maquiagem, sem corte de cabelo, ou com roupas feias. (E não me tome como exemplo, é verdade que estou frequentemente descabelada e com roupas simplórias, mas é tudo friamente calculado 🙂 ).

O quanto sabemos de nós mesmos? Pouco, mas é possível saber o suficiente para ser feliz na maior parte do tempo sob acontecimentos razoáveis. Manter-se firme frente a tragédias é outra categoria.

Quem é você? Quais são suas qualidades e defeitos? Do que você gosta? O que faz você se sentir vivo? Quais são os eixos da sua vida? Como você se relaciona com a morte ou com a finitude das coisas? E se o mundo acabasse amanhã? O que lhe traz angústia? O que você está fazendo para alcançar o que você quer e mudar o que você não quer?

As pessoas deviam ter por escrito e sempre remoer esse tipo de questão. E é por isso que sou tão contra estar sempre conectado com alguma coisa, seja Facebook, notícias, painéis, Whatsapp, portais, jogos, newsletters. Como é possível pensar sobre si com profundidade se sua mente estiver sempre divagando sobre coisas que não são você?

Se não é do seu feitio pensar sobre você e sua vida, a sugestão é pegar o parágrafo das perguntas e responder. De preferência com o máximo de detalhes, esse deveria ser o assunto mais importante de cada um. Escreva e reveja sempre.

Ahh, e cadê as minhas respostas? Dispersas em meio a quilômetros de papel ou arquivos, que escrevo desde os 13 anos de idade. Talvez faça uns posts sobre cada pergunta. Por enquanto, confie em mim e trate de saber mais sobre você.