Provas da existência de Deus

Encontrei o Cris no supermercado. As compras foram rápidas. Quando entramos de novo no carro, Cris liga o rádio, e me fala:

“Perdemos a prova da existência de Deus”, eu: “?”, Cris: “ia tocar o terceiro movimento de Beethoven, que o Aldous Huxley, em Contraponto, diz ser uma prova da existência de Deus”, eu: “uau!”

Mais tarde o Cris me explicou que era um programa de rádio sobre música e literatura, e que o locutor citou o Contraponto, no caminho pro supermercado.

eu: “sei que você é culto, mas confesso que estava impressionada com a sua citação a Contraponto”, Cris: “rs… eu… que esqueço tudo de filmes e de livros. Não, nunca ia lembrar”.

Bom, fui procurar a obra e, graças ao Huxley com essa ótima frase de efeito, é fácil achar a referência. É lindo de chorar mesmo:

(aqui aparece a música, com uma animação gráfica bonita. Por algum motivo, divino talvez, de vez em quando abro este post e a visualização que aparece é do trecho de Madagaskar, com o rei Julian falando dos seus amigos deuses e o sacrificiozinho. Se isso acontecer, primeiro pode rir, depois entra no youtube e digita isso “Beethoven, op. 132, 3rd mvt., Heiliger Dankgesang, string quartet (animated score)”)

A maioria dos céticos conhece os textos de Richard Dawkins. Um tempo atrás havia um PDF com trechos de “Deus, um delírio”, mas a polícia contra pirataria tirou do ar, uma pena. No livro havia um capítulo discorrendo sobre o tema, explicando por que a beleza não é prova da existência de Deus.

Do Dawkins só li trechos. Escreve muito bem, tem aquela mente aguçada e postura metida de que eu gosto (gosto de gente metida, que tem direito de ser metida em seu campo de conhecimento, mas não é besta de querer humilhar ou competir com pessoas que não têm nível pra isso).

 

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