Pronta pra trabalhar pro FBI

Posts de um dos sites que costumo ler, o Barking up the Wrong Tree.

Certo, é um site muito muito americano, às vezes até americanóide. Mas sempre tem algo interessante. Por exemplo, hoje eu estava vendo que sou capaz de fazer muitas coisas recomendadas por experts, como gente que trabalhou 27 anos pro FBI.

Sou uma misantropa, mas quando trabalhava, era capaz de cuidar da Ouvidoria, oficial e informalmente. O Marcelo cunhou a expressão “melhor do que o soro da verdade”. E umas semanas atrás vimos acontecer de novo, com um amigo de um amigo do Cris, com quem conversei durante 15 minutos enquanto esperávamos vagar uma mesa pra eles.

E, como dizem os textos e é importante frisar, não são truques pra enganar as pessoas. Eu realmente me interesso pelo o que elas têm a dizer, não sinto ansiedade em falar de mim, e é por isso que elas conversam comigo.

http://www.bakadesuyo.com/2013/06/hostage-negotiation/

http://www.bakadesuyo.com/2014/11/how-to-deal-with-difficult-people/

http://www.bakadesuyo.com/2014/10/how-to-get-people-to-like-you/

Pode parecer estranho a uma ostra misantropa, mas o fato é que além de ser ouvidora oficial e informal, tenho experiência em  assuntos espinhudos: ter que demitir alguém, ter que informar falecimento de gente querida, mediar briga entre meus pais, mediar discussão sobre espólio com tios, enquadrar uma empregada, conselhos sobre assuntos complicados diversos, me desconvidar de ser madrinha de casamento. Nada agradável, mas nunca me senti incapaz.

Também li um post que apoia algo em que realmente acredito: o quanto as discussões são inúteis. Pura exibição de ego e retórica, quem se dispõe a discutir não está realmente ouvindo. Quem ouve é quem te pergunta sinceramente o que você pensa sobre tal assunto, ou por que você diz tal coisa.

http://www.bakadesuyo.com/2013/09/how-to-win-every-argument/

O post das técnicas do FBI (o http://www.bakadesuyo.com/2013/06/hostage-negotiation/) também reforça uma sensação: a maioria das pessoas não quer saber de ouvir – criar empatia – criar um laço de comunicação. Elas acham que podem ir direto pra etapa de  falarem e serem influentes. E não acho que isso se dá só em situações de negociação de refém, mas sim o tempo todo.

Ler esses posts hoje diminui um pouco o peso de se reconhecer misantropa.