Pra quem quer apoiar a liberdade para fotografar natureza

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Em resumo (se quiserem entender o contexto, tem explicação abaixo): por favor, escrevam para ouvidoria@fflorestal.sp.gov.br e mandem uma mensagem deste tipo, pode copiar e colar esta, ou escrever com suas palavras:

 

Se você não é birdwatcher:

Sugestão de título do email: Agradecimentos à Fundação Florestal, especialmente a Mauro Castex e Carlos Beduschi

Prezada Ouvidoria da Fundação Florestal,

Tenho acompanhado os debates dos observadores de aves e outros grupos que sofrem restrições para fotografar natureza. Não fotografo natureza, nunca sofri essas situações, mas tenho vários amigos que fotografam e me solidarizo com eles.

Mais do que solidarizar, concordo com eles que fotografar e divulgar é uma das melhores formas de valorizar um local. Realmente não consigo entender por que a Fundação, ICMBio e parques municipais não concordam com essa ideia, e ficam criando tantas complicações, em vez de incentivar amplamente a fotografia de natureza.

Fiquei contente em saber que a expectativa é de que até o final de dezembro essa situação vai mudar nos parques da Fundação Florestal, e não vão mais acontecer as situações das pessoas serem proibidas só porque têm uma câmera grande. Talvez um dia eu também me aventure na fotografia de natureza, e é bom saber que a expectativa é de encontrar um cenário diferente, em que a gestão do parque saberá que eu sou um aliado e não um inimigo do parque.

Soube que Mauro Castex e Carlos Beduschi, do Núcleo de Novos Negócios e Parcerias para a Sustentabilidade, foram essenciais para essa mudança. É ótimo ver pessoas como eles, que foram capazes de abrir diálogo com a população e encaminhar um trabalho como esse. Espero que cada vez mais funcionários ajam como Mauro e Carlos, sabendo que se aliar à população é a melhor forma para valorizar a natureza brasileira.

Obrigado e abraços

 

 

Se você é birdwatcher:

Sugestão de título do email: Agradecimentos à Fundação Florestal, especialmente a Mauro Castex e Carlos Beduschi

Prezada Ouvidoria,

Sou birdwatcher e tenho acompanhado o debate sobre as restrições à fotografia em parques públicos. Soube que podemos ter a esperança de que até o final de dezembro a Fundação Florestal vai publicar uma orientação aos gestores dos parques, e finalmente acabar com as situações em que somos proibidos de fotografar por sermos confundidos com fotógrafos profissionais.

Agradeço à Fundação Florestal por abrir diálogo com a comunidade. Agradecimentos especiais aos interlocutores: Mauro Castex e Carlos Beduschi, do Núcleo de Novos Negócios e Parcerias para a Sustentabilidade. Eles conseguiram enfrentar as críticas de quem é contra o uso público dos parques, as críticas de quem vê os observadores de aves com desconfiança, as críticas dos próprios observadores de aves, que acumulam mais de uma década de frustrações diversas na relação com gestores. A atuação de Mauro e Carlos nos mostrou uma outra face da Fundação Florestal. Graças a eles, agora sabemos que há interlocutores capazes de nos ouvir, dialogar, reconhecer a importância de se aliar à população e agir por mudanças a favor do uso público dos parques, a única forma de salvar a natureza brasileira.

O ofício ainda não foi publicado, mas estamos confiantes em uma nova relação de confiança.

Torço para que a postura de Mauro e Carlos seja cada vez mais comum entre outros funcionários públicos. O observador de aves começa se apaixonando pelas aves, mas muitos de nós migram para uma visão mais ampla, que entende que sem conservação não há aves. O governo federal não liga pra natureza, e sabemos que vocês sofrem restrições e cortes crescentes. Nós queremos ajudar a valorizar a natureza brasileira, e com pessoas como Mauro e Carlos, temos certeza de que poderemos trabalhar juntos.

Obrigado, abraços!

 

Pra quem quiser saber do contexto:

Hoje a Fundação Florestal entrou em contato e nos confirmou que a expectativa é de até o final de dezembro termos um ofício ou minuta que vai garantir nossa liberdade para fotografar natureza nos parques estaduais de São Paulo.

Não foi uma luta fácil. Há anos diversos grupos ou pessoas buscam esse objetivo. Parece que neste ano vamos finalmente conseguir, graças à luta dos que vieram antes de nós, à persistência e dedicação de quem se envolveu agora, e principalmente pela grande sorte de termos encontrado interlocutores na Fundação Florestal capazes de nos ouvir com boa vontade e generosidade: Mauro Castex e Carlos Beduschi.

Soube que nossos interlocutores andaram sofrendo críticas, principalmente durante os dias de pressão que fizemos por causa dos ocorridos em Rio Claro e Campos do Jordão. Vamos mostrar que a gente não é o tipo de gente que só sabe criticar, que também sabemos reconhecer méritos, e mandar essa mesagem pra Ouvidoria de apoio aos dois. Seria péssimo se eles deixassem de ser nossos interlocutores. O sucesso desses processos depende muito de quem está do outro lado, se eles forem substituídos por gente difícil de dialogar podemos perder tudo. E também é uma questão de justiça: Mauro e Carlos tiveram a coragem de fazer o que todos os outros antes deles não tiveram. A gente tem que apoiar gente como eles.

Lembrando que nossa carta de alforria vai valer por enquanto pros parques estaduais de São Paulo. Mas a partir dela, a gente pode ir pegando os outros, um por um, inclusive áreas que não são parques. Soube que na USP de Ribeirão Preto uns birdwatchers sofreram a tal abordagem do segurança. A partir da carta da Fundação, poderemos entrar em contato com os gestores de outras áreas para tentar convencê-los de que a fotografia de natureza é pra ser incentivada, e não combatida, e que é fácil diferenciar fotógrafos publicitários-de-book, de fotógrafos de natureza.

Mais uma vez, agradeço muito o apoio e participação de vocês. Só estamos chegando lá graça a essa movimentação coletiva, juntos somos fortes! Obrigada de coração, quando a carta sair vou comemorar com champagne, farei um brinde pensando em tantos amigos e colegas anônimos que apoiaram, escreveram mensagens, mandaram e-mails… e tornaram tudo isso possível. Estamos quase lá, falta pouco para esse primeiro passo!

A partir da liberdade para fotografar, nosso objetivo é manter o diálogo com as autarquias para elas verem que se aliar à população, pensar em formas de gestão que fazem as pessoas se envolverem com os parques só traz benefícios pra todo mundo.

Muito obrigada e abraços!