Passarinhando em Las Vegas, nov/14

Birdwatching em parques urbanos de Las Vegas, mais uma passagem pelo Red Rock Canyon. E algumas indicações de restaurantes, shows, hotéis, compras.

Mais uma vez no circuito do poker, no início de novembro eu e o Cris fomos pra Las Vegas fotografar Bruno Politano, vulgo Bruno Foster, o primeiro brasileiro a chegar a uma mesa final do WSOP (o torneio mundial de poker). Ele concorreu com milhares de pessoas, e chegou entre os nove finalistas. Se caísse em nono, levaria um prêmio de US$ 750 mil. Saiu em oitavo, levou o prêmio de US$ 947 mil, e muitos aplausos dos 150 brasileiros que viajaram pra torcer por ele. Foi aplaudido também pela plateia dos outros países, que se rendeu à barulhenta e alegre torcida brasileira.

O Cris participou de festividades pré e pós. Fora a noite do jogo, eu estava liberada para passarinhar.

Tem aves em Las Vegas? Sim, muitas. Las Vegas fica em Nevada. Além das aves típicas da região árida, a reserva City of Henderson transformou uma antiga estação de tratamento de água em um paraíso para centenas de espécies, principalmente patos.

Minha maior fonte de informação foi este site, de Jim Boone: http://www.birdandhike.com/Bird/_Bird_index.htm

Alugamos um carro com GPS e foi fácil chegar a qualquer lugar. As vias são bem sinalizadas, e me senti segura e tranquila o tempo todo, mesmo nos dois parques em que fui sozinha. Fui a três parques, e abaixo segue o relato do que vi em cada um deles.

Red Rock Canyon

De São Paulo a Las Vegas são umas 16h de trajeto. Não há voo direto, tem que fazer conexão. A nossa foi por Atlanta, onde tivemos uma espera de 3h. Chegamos no sábado, descansamos um pouco, e no domingo conseguimos acordar cedo pra ir conhecer o Red Rock Canyon.

Formações de rocha avermelhada muito bonitas, a meia hora da região central de Las Vegas. Para mais informações, veja o site de Jim Boone http://www.birdandhike.com/Areas/RR_Area/_RR_Area.htm.

Dos lugares descritos por Jim no Red Rock me interessei pela área de piquenique (http://www.birdandhike.com/Bird/Red_Rocks/Willow_Springs/_Willow_Spr.htm). Ela fica a 20 minutos da entrada do parque, que não é muito grande, de carro há apenas um loop que leva menos de 40 minutos pra percorrer a baixa velocidade. Há várias trilhas, mas não era nosso objetivo. A caminho da área de piquenique paramos num ponto com paisagem bonita, e vi duas aves grandes pousadas longe.

red-rock-canyon_Las-Vegas_05

“São corvos – não, espera, são águias. Não… são corvos – não, acho que são águias”. Ridículo, mas fiquei nesse indecisão, alternando as duas palavras pro Cris umas quatro vezes, até me convencer de que eram mesmo corvos. Veja, é um corvo, o Common Raven. Mas é um corvo que mede em média mais de 60cm, chega até a 69cm. Pra você ter uma ideia, o gavião-de-rabo-branco mede 55cm.

Fui me aproximando, mas eles não aguentaram muito desaforo e logo voaram.

Chegando à área de piquenique, havia alguns pequenos. Dark-eyed Junco, Ruby-crowned Kinglet, mas sempre inquietos. Algum trush (da família dos sabiás, que não consegui registrar), e outro que não consegui identificar. O lugar era bonito, mas parecia que não estávamos com muita sorte com as aves. Quando começávamos a pensar em ir embora, vi uma silhueta de quail (algo como uma codorna, mas mais pro formato de urus), e pudemos ver um bandinho de Gambel’s Quail. É a quail mais comum da região, e na minha opinião a mais bonita. Foi engraçado descobrir que o nome é Gambel’s, porque gambler é a palavra em inglês pra quem joga jogos de azar. Las Vegas só podia ter a Gambler’s Quail.

red-rock-canyon_Las-Vegas_09

red-rock-canyon_Las-Vegas_08

Um Red-naped Sapsucker (um belo pica-pau) também apareceu, o Kinglet se expos bastante, mas já eram mais de 10h30, começaram a aparecer mais carros e as aves sumiram. Na volta ainda paramos em outro ponto, cenários bonitos, paisagem árida, e vimos um esquilinho cruzar a estrada como um pequeno foguete.

A visão do esquilinho e das quails nos acompanhou nos dias seguintes. Quando fomos conhecer os cassinos, e batia a sensação de que aquilo valorizava um estilo de vida que não era algo bom, falávamos “enquanto isso, em algum lugar, um esquilinho cruza a estrada em disparada”, ou “enquanto isso, um bandinho de Gambel’s Quails sobe rochas cor de rosa”.

De domingo pra segunda foi o dia da final de poker. Fotografamos por mais de 6h, e o Cris ainda foi pra comemoração com o grupo depois que o Bruno perdeu o all in. Eu fui dormir.

Sunset Park

Na terça tentei conhecer o City of Henderson, um lugar bem falado pelos vários lagos e aves aquáticas. Anotei o endereço, coloquei no GPS, cheguei lá em 20 minutos, mas não consegui achar o parque. Eu estava em frente ao centro de visitantes, mas havia uma placa de “Fechado”. Uma região deserta e com fábricas, ninguém pra perguntar. Fui atrás de casas, cheguei a um café, antes disso parei um senhor na rua, ninguém sabia o que era esse tal parque pra birdwatching. A moça do café me disse que o único parque que conhecia na região onde era possível ver patos era o Sunset Park. Meu GPS sabia onde era, e fui pra lá.

Antes mesmo de entrar no parque, circundando de carro, deu pra ver que era um local promissor. Vegetação árida nativa. Entrei no parque, estacionei, um bom trecho de lago, grama, aves comuns de região gramada. Não fiquei lá, fui andando até o fundo do parque, em busca de vegetação nativa.

Anna’s Hummingbird, mas infelizmente sem brilhar o pescoço. Red-tailed Hawk ao longe. Um Verdin (mais ou menos do porte de um peito-pinhão) brigando pra pegar um pouco de teia de aranha, estava longe, mas é uma ótima imagem pra pensar na delicadeza dessas criaturinhas. Uma linda Western Scrub-Jay, um tipo de gralha. Blue-gray Gnatcatcher, um balança-rabo, em vários momentos. Algumas outras aves (lista no fim do post). Mas os dois momentos de que mais gostei foram o encontro com a Long-eared Owl, uma parente da coruja-orelhuda, e os pardais do deserto.

Sunset-Park_Las-Vegas_13

O encontro com a coruja foi pela curiosidade da vocalização insistente de algumas aves, acho que era magpies, cheguei a ver uma de relance, mas sem foto. Conforme me aproximava da árvore, vi alguns beija-flores voando ao redor, e já devia desconfiar de que devia ser uma ave de rapina apanhando. Quando consegui uma brecha para ver que era uma coruja de lindos olhos amarelos, pensei “é por isso que não consegui chegar no City of Henderson”.

Apesar de sem visão no limpo, e ter sido apenas por alguns segundos, qualquer encontro com corujas durante o dia é sempre uma alegria. Olhos amarelos no meio de folhas, e céu azul.

Os pardais do deserto foi uma das minhas situações favoritas: a oportunidade de ficar imóvel por um tempo, observando de perto a rotina das aves. Eu estava no meio da vegetação… não sei se num local exatamente permitido. Havia trilha asfaltada e com uma cerca de uns 20 cm de altura, feita de cordão, em volta de toda a trilha dos dois lados. Eu passei por cima desse cordão e andei no meio dos arbustos. Terra batida, não estava pisando em nada. Nos limites do terreno, trilha, sinais de que outras pessoas andavam por lá com frequência. Num desses pedaços, entre duas moitas grandes, vi que aves do tipo de pardais cruzavam de um lado pro outro. Sentei no chão, a uns 3 metros, um pouco encoberta por uma parte da moita, e depois de poucos minutos eles voltaram a andar de lá pra cá.

White-crowned Sparrow, Spotted Towhee e Abert’s Towhee ciscavam na areia. Em alguns momentos, davam pequenos pulinhos tirando as duas patas do chão e aterrissavam levantando poeira, para ajudar a desenterrar o que procuravam. Pareciam ser pequenos grãos, não vi ninguém com insetos. Uma escassez de alimento, e tudo tão minúsculo… não é fácil a vida em regiões áridas.

De repente os pardais foram embora, o Cris mandou mensagem, e já era hora de voltar pra vida urbana.

City of Henderson

Na manhã seguinte consegui chegar no City of Henderson. Se eu tivesse olhado com atenção o site de Jim Boone, teria chegado (mas não teria conhecido o Sunset Park). Bastava ter entrado na ruazinha à esquerda do centro de visitantes. Na verdade há uma pequena placa indicando a reserva, mas é pequena, e não é visível pra quem vem do centro de Las Vegas. Tenho certeza de que não fui a única a me perder, porque o site de Jim tem várias fotos, com setas, pra explicar como chegar à reserva – que não é visível da rodovia.

Entrando nessa ruazinha, entre o centro de visitantes e a construção com palmeiras, você segue por uma rua estreita por uns 200m, e então chega à entrada do parque. Nessa época do ano funciona das 6h às 14h. 13h30 é o último horário pra entrar. De junho a agosto abre das 6h ao meio dia, de dezembro a fevereiro das 7h às 14h. Nos outros meses, das 6h às 14h.

Não há taxa para entrar, mas você precisa preencher um formulário com seus dados – não pra restringir o uso das fotos (os EUA não têm esse absurdo de querer lucrar se você fizer uso comercial da imagem), a ficha era apenas seu nome, endereço, e-mail, como se fosse um cadastro pra saber a origem dos visitantes do parque. É uma ficha séria. Escrevi sem capricho, e no meio do meu passeio, um senhor num carrinho de golfe veio me falar, com muita gentileza, que quando eu fosse embora, sem pressa, pra passar de novo pela recepção, porque eles não estavam conseguindo entender minha letra pra poder transcrever pro sistema deles.

O senhor no carrinho de golfe não estava lá só por mim. Ele levava uma mulher com a perna engessada. Dá pra passear o parque todo num carrinho de golfe, basta combinar antes.

Oito lagos bem próximos um do outro, centenas de aves aquáticas. Novembro é um dos meses de abundância, pena que não é das plumagens nupciais. Fotografei muitas espécies de patos, alguns passarinhos como Yellow-rumped Warbler, Verdin e Black Phoebe, topei com um rapinante que parece ser um Cooper’s Hawk. No bebedouro deles, alguns Costa’s Hummingbirds. Muito bonitos, mas nada de pousarem em locais perto e com sol… E eles tinham uma área restrita, havia uma placa que delimitava a área que você podia se aproximar.

Meu momento intimista com as aves foi o encontro com as Gambel’s Quails. Não havia muita gente no parque. Eu tinha topado com uns 6 senhores com binóculos e câmeras. Um deles até tentou me mostrar um Wood Duck, mas foi num momento em que um caminhão tinha acabado de passar por lá, e afugentou o bichinho. Mais pro fim do passeio, perto da hora do almoço, o parque já parecia vazio. Perto da saída, avistei as quails. Fui me aproximando devagar, e de repente estava num pedaço da trilha que era o local delas atravessarem. Fiquei imóvel. Logo apareceu uma a menos de 2m, ela me viu, parou, mas como eu me mantive imóvel, não voltou, só atravessou apressada. As outras cruzaram a trilha um pouco mais afastadas, mas mesmo assim num distância boa pra fotos.

Além desse grupo de umas oito que cruzaram a trilha, havia um outro grupo de umas cinco numa região inclinada e com sombras. Só não as fotografei mais porque dois funcionários do parque passaram por lá e elas se afastaram.

Na saída do parque fiquei alguns minutos papeando com o senhor do carrinho de golfe, que já tinha passado pelo Brasil na década de 1970. Ele queria ver minhas fotos, e me diria o nome de tudo que fotografei, mas falei que eram muitas fotos repetidas, que não queria incomodá-lo, e que seria mais fácil depois eu olhar num guia. Ele me recomendou o Sibley http://www.amazon.com/Sibley-Guide-Birds-Second-Edition/dp/030795790X. Pena que era meu último dia em Las Vegas… se fosse no dia anterior, teria dado tempo de comprar pela Amazon.

 

Shows

Fomos a duas apresentações do Cirque du Soleil. A dos Beatles, e a Mystere – talvez a mais antiga. Cirque du Soleil é sempre bonito, mas o Cris gostou dos Beatles mais do que eu. Eu preferi Mystere, porque a parte que é uma ode à capacidade física dos artistas (malabarismos encantadores em que ginastas desafiam as leis da gravidade com movimentos perfeitos) a meu ver é mais hipnotizante do que os trechos que dependem mais de cenário-música-figurino.

Cirque-du-Soleil_Beatles
Beatles. Como vocês sabem, fotografar ou filmar durante as apresentações é proibido. Mas achei que antes de começar, não tinha problema.
Cirque-du-Soleil_Mystere
Mystere. O senhor empilhando três baldes de pipoca numa careca é o mesmo que passeou com a gente pelas fileiras e depois jogou nossos ingressos pra cima.

Ao se programar pra ir a qualquer compromisso em Las Vegas, tenha em mente que tudo é absurdamente grande, inclusive os estacionamentos e eventualmente a distância que você vai ter que percorrer até chegar à entrada do teatro. Fora de temporada não há congestionamento (em julho dizem que é terrível, de ser difícil andar na rua), mas as distâncias continuam sendo grandes.

Fora isso, saiba que as pessoas são pontuais, chegam antes. No Mystere chegamos 2 minutos antes do horário, a maioria do público já estava lá, e ganhamos o prêmio de sermos zoados por um dos palhaços – um senhor muito simpático, de paletó amarrotado e cabelo espetado pra cima, que passeou com a gente por diversas fileiras falando gracinhas, os holofotes sobre nós, todos rindo (inclusive a gente).

Não sei se é sempre assim, mas o Cris encontrou ingressos mais baratos no site do Cirque du Soleil, do que no próprio site do Ticket Master. Ele não tem certeza, mas acha que os ingressos eram uns US$ 70.

 

Restaurantes

Dos restaurantes que experimentamos, destaco o Raku http://raku-grill.com/grill/index.html – o restaurante japonês mais impressionante que experimentamos e inexplicavelmente barato pelo o que oferece. Comemos refeições digna de restaurante estrelado, e pagamos US$ 100, isso porque pedimos sakes especiais.

Os pratos que envolvem caldos são sublimes – quantas vezes você tem a oportunidade de colocar algo na boca e se surpreender? O ovo poche com ovas de salmão, ovas de ouriço, cogumelinhos, e cubinhos de batatas selvagens bem firmes (poached egg with sea urch). O pudim de ovo com foie grass e uma fatia de carne de pato também, maravilhoso (foie grass chawanmushi). Outro prato famoso: o tofu frito imerso em molho, o agedashi tofu. No Brasil há restaurantes que fazem bem esse prato, mas o do Raku o tofu tem uma consistência diferente, o caldo é muito delicioso, e ainda vem acompanhado de ovas de salmão. Comemos lá duas noites, mas teríamos comido mais vezes.

Uma observação sobre o Raku: quando você colocar o endereço no GPS, vai entrar no estacionamento de um pequeno centro comercial e verá primeiro o Raku desserts. Dependendo do horário que você for estará fechado, não se assuste. O Raku restaurante é alguns metros pra frente. Na alta temporada, julho, é preciso fazer reserva em quase qualquer lugar. O Raku não está no Open Table, e não atende telefone. Não é longe da strip, vale a pena. Nós fizemos reserva pra um dos dias e no outro só aparecemos umas 23h e demos sorte de ter mesa.

Almoçamos um dia no Mint Indian Bistro http://mintbistro.com/. Comida de buffet, boa. E indianos de verdade almoçando lá, o que sempre é um bom sinal. O blog que o Cris tinha lido recomendava o a la carte, mas o serviço só começava às 15h, e não tínhamos tempo.

Raku_Las-Vegas_05

Também experimentamos o China Poblano http://www.chinapoblano.com/ a mistura do China com o México, gostoso. Comemos pouco, mas os pratos das outras mesas pareciam bem bonitos, especialmente as variações de dumplings. (perdi as fotos dos pratos, desculpem)

Você não vai acreditar, mas em Las Vegas são poucos os restaurantes que ficam abertos depois das 23h. O Raku fica até umas 2h e pouco, na região dos Cassinos tem o Sushi Samba, e na rua do Raku há vários orientais. Numa das noites que tentamos ir ao Raku, achando que ele ficava aberto até às 3h como está no site (3h é o horário em que ele fecha mesmo, não o último horário de entrada), já estava fechando, e tivemos que procurar outro – mas aproveitamos pra fazer reserva pra dali a duas noites. Paramos em um vietnamita, o Pho Kim Long (não é trocadilho, é o nome mesmo do lugar). Cheio de gente, comida barata e que veio rápida. Razoável, mas nada especial.

Numa das manhãs tomamos café no The Griddle, no SLS Hotel & Cassino. http://slslasvegas.com/dining/the-griddle, porque o Cris estava com vontade de experimentar as famosas panquecas americanas. Tem seus méritos, mas é absurdamente grande, e não me entusiasmou muito. Um ano atrás meu triglicérides estava alto, meu cardiologista mandou eu beber muito menos, e desde então não consigo mais cair em esbórnias sem peso na consciência.

Raku_Las-Vegas_04

Também fomos conhecer o El Sombrero, que tinha a fama de ser um bom mexicano, e o mexicano mais antigo de Las Vegas. Bonzinho, mas nada impressionante.

Raku_Las-Vegas_13

Depois eu vi que o Yelp tem muitas informações sobre os restaurantes de Las Vegas. Em Nova York, em 2012, o Yelp foi bem útil, todos os lugares que diziam ser bons eram mesmo. Em 2013 no sul da França não foi. Achamos que era por ter menos volume de críticas, e um público mais heterogêneo. No caso de Las Vegas há centenas de resenhas, acho que dá pra confiar. O Raku, por exemplo, é o segundo japonês da lista.

 

Hotéis

Ficamos no Hilton Grand Vacation. O torneio de poker seria no Rio, mas as críticas diziam que é um local meio bagunçado por ter um cassino, e que os quartos cheiravam a cigarro. Então reservamos o Hilton, e também uma noite no Rio, pro dia do torneio.

Hilton-Grand-Vacations
Quarto básico do Hilton Grand Vacations, a R$ 200

O quarto do Rio era três vezes maior do que o do Hilton, que não era pequeno, e pelo menos o nosso quarto não cheirava a cigarro. Quando chegamos no Rio, pegamos uma entrada que não era a principal, e foi um caminho comprido até o elevador dos quartos, mas parece que pela entrada principal era mais curto.

 

Compras

Las Vegas é cheio de shoppings grandes e desnorteantes. Até fui andar num deles (esqueci o nome), mas o lugar em que realmente me diverti foi na loja da Columbia no Outlet Premium norte. Compramos calças, camisas, fleeces, por preços entre US$ 22 a US$ 39. O Cris achou bota de hiking por US$ 49. E se não bastassem os preços, eles tinham uma promoção em que, a cada 4 itens comprados, o de menor valor você levava de graça. http://www.premiumoutlets.com/lasvegas/.

O Cris encontrou ótimos paletós e calças na Hugo Boss desse Outlet. Tudo por pelo menos metade do preço que você pagaria no Brasil.

Las Vegas também tem uma REI, outra loja de roupas de aventura. A de Nova York era muito boa, mas não tivemos tempo de conhecer esta.

Além das compras que fizemos pela Amazon e entregaram no hotel, havia várias Best Buy pela cidade.

 

Locomoção

Tudo é grande e longe, e os táxis são caros. O ideal é alugar um carro.

Las Vegas é o local em que você pode alugar carrões bem barato. A secretária do Cris perguntou se ele não queria um Mustang conversível, mas eu não me interessei. O que penso dos carros conversíveis é que embaraçam o cabelo, você pega sol e poeira. Não tenho interesse em dirigir em alta velocidade, não gosto de ostentação, então pra que me serviria um Mustang ou um Camaro? Pegamos um Tucson, e pedimos o adicional de GPS, que foi bem útil, recomendo.

 

Conclusão

Las Vegas é um parque de diversão pra adultos. Shows, companhia, jogos, bungee jump, diversões com armas, pilotar escavadeiras, muitos locais de compras. Poderia ser um pouco melhor no quesito horário noturno dos restaurantes, mas sempre tem alguma coisa, especialmente dentro dos cassinos, famosos pelos buffets. O irmão do Cris, por exemplo, diz que lembra até hoje do buffet de frutos do mar do Rio.

Las-Vegas_nov14_01 Las-Vegas_nov14_02 Las-Vegas_nov14_03

Uma amiga do Cris tinha comentado que se decepcionou com Las Vegas porque preparou um guarda roupa chique, e quando chegou lá descobriu que as pessoas andam de chinelo e camiseta. Isso é verdade. Vários locais têm glamour nas construções, mas os figurantes estragam tudo.

Las Vegas é um lugar para comer e beber muito, fazer muitas compras, dirigir carrões, brincar com armas – como não me interesso muito por nada disso, posso dizer que Las Vegas é legalzinha, mas com certeza não um local favorito, ou que eu voltaria. Minha alma ficava triste em ver os ambientes feitos pra se perder a noção do tempo, pensar nos viciados em jogos, em quanto dinheiro circulava por lá… imagine, um dos cassinos tem tigres brancos e um tanque com golfinhos! É revoltante… não queria ficar na parte urbana.

Mesmo os Cirque du Soleil não me fariam voltar. A única coisa que lamento mesmo é que Raku só tenha lá. Seria ótimo se abrissem filiais em Nova York, ou na Flórida. Consideramos qual a chance de ter um São Paulo, mas concluímos que o problema é a matéria-prima.

Se for para aqueles lados e tiver tempo, o Zion National Park, a 3h de lá, parece ser lindo. Veja as imagens do Google. Mas se estiver mesmo na cidade, recomendo uma visita ao City of Henderson e ao Sunset Park, no trecho de vegetação nativa.

 

Lista das aves fotografadas, e o local em que as vi

Algumas poucas vi em mais de um parque, anotei o primeiro local em que vi. 48. Se eu tivesse fotografado com mais capricho algumas longínquas no Henderson, seriam umas 51

Nome popular Nome científico Lugar
Canada Goose Branta canadensis Henderson
American Wigeon Anas americana Henderson
Mallard Anas platyrhynchos Sunset Park
Cinnamon Teal Anas cyanoptera Henderson
Northern Shoveler Anas clypeata Henderson
Redhead Aythya americana Henderson
Ring-necked Duck Aythya collaris Henderson
Lesser Scaup Aythya affinis Henderson
Bufflehead Bucephala albeola Henderson
Hooded Merganser Lophodytes cucullatus Henderson
Ruddy Duck Oxyura jamaicensis Henderson
Gambel’s Quail Callipepla gambelii Red Rock Canyon
Pied-billed Grebe Podilymbus podiceps Henderson
Eared Grebe Podiceps nigricollis Henderson
Western Grebe Aechmophorus occidentalis Henderson
Double-crested Cormorant Phalacrocorax auritus Sunset Park
Great Blue Heron Ardea herodias Henderson
Great Egret Ardea alba Henderson
Black-crowned Night-Heron Nycticorax nycticorax Henderson
Cooper’s Hawk Accipiter cooperii Henderson
Red-tailed Hawk Buteo jamaicensis Sunset Park
Common Gallinule Gallinula galeata Henderson
American Coot Fulica americana Henderson
American Avocet Recurvirostra americana Henderson
Killdeer Charadrius vociferus Henderson
Greater Yellowlegs Tringa melanoleuca Henderson
Dunlin Calidris alpina Henderson
Least Sandpiper Calidris minutilla Henderson
Mourning Dove Zenaida macroura Sunset Park
Long-eared Owl Asio otus Sunset Park
Anna’s Hummingbird Calypte anna Sunset Park
Costa’s Hummingbird Calypte costae Henderson
Red-naped Sapsucker Sphyrapicus nuchalis Red Rock Canyon
Black Phoebe Sayornis nigricans Henderson
Western Scrub-Jay Aphelocoma californica Sunset Park
Common Raven Corvus corax Red Rock Canyon
Verdin Auriparus flaviceps Sunset Park
Blue-gray Gnatcatcher Polioptila caerulea Sunset Park
Ruby-crowned Kinglet Regulus calendula Red Rock Canyon
Northern Mockingbird Mimus polyglottos Sunset Park
Yellow-rumped Warbler Setophaga coronata Sunset Park
Spotted Towhee Pipilo maculatus Sunset Park
Abert’s Towhee Melozone aberti Sunset Park
White-crowned Sparrow Zonotrichia leucophrys Red Rock Canyon
Dark-eyed Junco Junco hyemalis Red Rock Canyon
Red-winged Blackbird Agelaius phoeniceus Henderson
Great-tailed Grackle Quiscalus mexicanus Sunset Park
House Finch Haemorhous mexicanus Henderson