Notícia boa! Feminismo no cinema

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“Além disso, uma legião de atrizes do primeiro time levantou a bandeira da causa no tapete vermelho, se recusando a falar sobre vestidos e estilistas para focarem no trabalho em seus filmes, que é afinal o motivo de estarem ali. Reese Witherspoon, Cate Blanchett e Julianne Moore foram algumas das que aderiram a campanha #AskHerMore (pergunte mais a ela).

Patricia Arquette, vencedora da categoria de atriz coadjuvante por Boyhood, fez um discurso de agradecimento inflamado. Ao dizer, em pleno palco e para uma audiência de milhões de pessoas, que “é o nosso momento de ter igualdade de direitos de uma vez por todas para as mulheres nos Estados Unidos”, foi fortemente aplaudida.”

Leia mais aqui: http://telatela.cartacapital.com.br/pode-anotar-oscar-2016-vai-mirar-o-feminismo/

Tem vários filmes legais, mas depois que você começa reparar, é realmente uma raridade ter papéis bons pras mulheres. Sempre somos acessório. E se você reparar que é realmente raro ter duas mulheres conversando num filme sobre algo que não sejam homens? Assim não é fácil desconstruir a ideia de que uma mulher só é feliz e completa se for bem casada. Como é que ficam os brigadeiros e os beijinhos? (ah, a infamidade. Desculpas baratas de cansaço).

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Eu devia abrir um tópico só pra ele, mas provavelmente não vou, então indico: Frank e o Robô, no Netflix. Um filme de capa amarela. Nada feminista, mulheres só como acessórios pra variar, mas um filme bem legal, quanto mais penso nele, mais chega perto da categoria de favoritos geral. Cenas impagáveis: robô negociando a diminuição do sódio na alimentação do Frank em troca da participação no roubo dos diamantes, o robô chantageando o Frank, dizendo que se eles não fizerem o jardim ele terá falhado e vão coletá-lo e apagar a memória dele — e depois dizendo “eu menti só pra te convencer a fazer o jardim, eu sou um robô, não me importo que apaguem minha memória”. Um filme muito doce.

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