misantropia

Na torre misantropa, mas nem tanto

Fico falando que eu sou misantropa velha, com marido, amigos queridíssimos, sentido pra vida, tranquilidade, que eu tenho o ticket dourado e posso ficar muito tempo sozinha.

Mas conversar com vocês também me influencia. Posso ficar na torre, mas decidi que ia aplicar um pouco dos meus conselhos sobre exposição e técnicas pra conhecer gente legal.

Nesta semana compartilhei os links do G1 com as minhas fotos (ou melhor, fotos tiradas por mim). http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2017/03/avestruzes-tomam-banho-de-areia-e-sao-fotografados-na-africa-do-sul.html.

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/vc-no-terra-da-gente/noticia/2017/03/macaco-prego-dourado-e-galo-da-serra-andino-fazem-parte-de-galeria.html. Aliás, eu descobri que qualquer fotógrafo de natureza pode ter fotos publicadas no G1, se quiser saber como, leia este post: http://virtude-ag.com/eu-divulgo-natureza-voce-no-terra-da-gente-mar17-por-claudia-komesu/

Esse link rende pouco retorno. Daí eu faço um álbum com as fotos que estão no link, e aí sim recebo um monte de comentários, elogios pra me deixar desconfortável, mas tenho a oportunidade de falar como é importante divulgar a natureza.

Também me meti numa conversa em que um amigo, um guia ornitológico de quem eu gosto bastante, pergunta por que compartilhar fotos boas no Wikiaves. Outra oportunidade pra fazer discursos sobre a importância de divulgar a natureza, fazer o bem, se unir com outras pessoas que queiram fazer o bem.

Nesse post havia gente com postura bem contrária ao altruísmo, mas não discuti com eles. Só falei pra esse meu amigo “circule suas fotos. Foto guardada no computador não ajuda a natureza. Se você tem fotos boas e não divulga, é como enterrar um tesouro”. Sei que tinha várias pessoas acompanhado o debate, algumas curtiram.

Aproveitei esse raro momento de atividade no Facebook pra continuar chamando a atenção de quem estiver antenado. Hoje contei de alguns livros e filmes que já me fizeram chorar muito, por motivos particulares, e pedi pras pessoas contarem histórias próprias. Falei que estou numa campanha por mundo mais humano, por gente menos de papelão.

Está rendendo.

É simples assim: quem acha o tema um porre, me chame de chata, babaca, ignore. Não me importa. Aliás, não saber contar algo sobre você ou que te comoveu pra mim já é fator de corte.

Mas eu entro no radar das pessoas que buscam um mundo mais humano. Elas sabem que podem conversar comigo sobre determinados assuntos e, igualmente importante, essa informação te fortalece nos momentos em que você está rodeado de futilidades, leviandades. Você lembra que nem todo mundo é assim.

Foram dias bons pra aumentar minha reputação de fotógrafa, promover a importância de divulgar a natureza, em pensar no bem do mundo e não só em questões pessoais, pra me expor como pessoa.

E você, meu querido leitor misantropo, tem se exposto mais?