Misantropos têm uma nova palavra para se identificar: introvertido, mas não no sentido de ser tímido. Leia que você vai gostar.

Queridos misantropos: há bons motivos pra acreditar que daqui a alguns anos as pessoas vão parar de achar que se você não gosta de badalação, você devia se tratar.

A neurociência e a psicologia têm publicado vários estudos que mostram que realmente há um padrão geral de comportamento (não é um problema seu, há todo um grupo de pessoas que também se comporta assim, especialmente entre cientistas, escritores, tradutores, programadores, matemáticos, técnicos de laboratórios, editores), e têm demostrado que há diferenças no funcionamento do cérebro de introvertidos (misantropos) e extrovertidos.

Tem muita coisa pra ler, e não há um consenso. Mas vou dar um resumo do que me pareceu mais coerente:

– extrovertidos têm um espírito que gosta de exploração e aventura. Eles se sentem energizados pelo contato com outras pessoas, gostam de se engajar, e a atividade que mais lhes dá prazer é ser notado e apreciado pelas outras pessoas.

– introvertidos são pessoas difíceis de impressionar e de envolver. Vou traduzir e colar o trecho de um dos artigos do Scientifc American “Pessoas que pontuam baixo na extroversão não são necessariamente pessoas voltadas para dentro; na verdade elas são menos engajadas, motivadas e energizadas pela possibilidade de obter recompensas da interação com o seu redor. Dessa forma, elas falam menos, são menos engajadas e experimentam menos entusiasmo. Elas também podem achar que as coisas que são recompensadoras e energizantes para os extrovertidos são apenas chatas ou cansativas (ou até esmagadoras, dependendo do sue nível de Neuroticismo).“ https://blogs.scientificamerican.com/beautiful-minds/will-the-real-introverts-please-stand-up/

– Em 2010 pesquisadores do Salk Institute for Biological Sciences, na Califórnia, escanearam a atividade cerebral de um grupo de 28 pessoas, previamente classificadas como introvertidos e extrovertidos, enquanto mostravam fotos diversas. No grupo dos extrovertidos, ao ver fotos de pessoas, houve aumento da atividade cerebral dos extrovertidos. Enquanto que para os introvertidos, guess what… era a mesma coisa olhar pra uma foto de flor, de carro ou de gente. É engraçado, ao mesmo tempo que se alinha perfeitamente com o que eu tinha escrito no “Como paquerar um misantropo”, explicando que você e um vaso é a mesma coisa pra um misantropo, a não ser que você se mostre uma pessoa interessante. (Meu enteado também vai adorar saber desse teste, porque outro dia ele estava tirando sarro de mim, “O quê? Preocupação em ferir os sentimentos das pessoas? O que são pessoas? O que são sentimentos?” – eu sei o que são pessoas, e não é que eu goste de ferir os sentimentos delas, eu só acho que tem várias situações que vale a pena fazer isso por um bem maior. Eu tenho esses ideais de que você não devia deixar de fazer algo só porque vai doer.)

Em 2005 pesquisadores da Universidade de Amsterdã mapearam o cérebro das pessoas enquanto elas jogavam um jogo de cartas. De novo: quando ganhavam, os extrovertidos demonstraram maior atividade cerebral na parte do cérebro relacionada com as emoções. http://www.bbc.com/future/story/20130717-what-makes-someone-an-extrovert

Um pesquisador alemão chamado Hans Eysenck publicou uma teoria de que há diferenças no “cortical arousal” – velocidade de processamento de informações de extrovertidos e introvertidos, e que introvertidos processam mais informações por segundo. Por isso quando vamos pra ambientes com muitos estímulos como restaurantes lotados, ou um shopping cheio de gente, ou a um show, voltamos acabados. Porque mesmo sem querer estamos reparando em tudo.

Avram Holmes da Yale University explica que extrovertidos em geral são mais sensíveis à dopamina (o neurotransmissor associado a recompensa e prazer). Ou seja, frente aos mesmos estímulos, um extrovertido sente mais prazer do que um introvertido – colocando a ressalva de que isso não deve ser tomado ao pé da letra para todas as pessoas. http://www.scitechnow.org/psychology/1980/#

Mas também há quem diga que extrovertidos precisam de doses maiores de dopamina, que é obtida quando a pessoa vê gente, conversa, vê coisas novas, enquanto que o cérebro dos introvertidos costuma usar acetilcolina, um neurotransmissor que nos dá uma sensação de relaxamento, contentamento, mas ao mesmo tempo sentido-se alerta e atento.

Introverts’ and Extroverts’ Brains Really Are Different, According to Science

Esse site  (eu tinha escrito “parece” mas li mais um pouco e vi que ele é realmente) marketeiro demais, e tenta o tempo todo ficar te vendendo coisas, o que traz um gosto ruim pras leituras, mas dê uma passada de olhos. Os textos são sempre curtos e o que te interessar você pode pesquisar em outras fontes.

Por exemplo, no post acima tem umas partes meio surreais, mas eu li essa mesma informação em vários artigos: a ideia de que no cérebro dos extrovertidos, quando uma informação chega ela faz um caminho curto, passa por uma área do cérebro relacionada com sentidos (paladar, olfato, visão), enquanto que no célebro de um introvertido há um trajeito mais longo, passando por áreas relacionadas com empatia, reflexão, significados emocionais, checagem de erros, avaliação do que você vai falar, planejamento, expectativas, memórias de longo prazo. É engraçado, mas qualquer misantropo ou introvertido vai pensar que isso faz sentido.

“But for us introverts, the pathway is much longer. Stimulation travels through many areas of the brain, including:

  • The right front insular, which is an area associated with empathy, self-reflection, and emotional meaning. This is also the area of the brain that notices any errors.
  • Broca’s area, which plans speech and activates self-talk.
  • The right and left front lobes, which select, plan, and choose ideas or actions. These areas also develop expectations and evaluate outcomes.
  • The left hippocampus, which stamps things as “personal” and stores long-term memories.”

Essa é outra ideia estranha, mas já li em vários artigos e a fonte é o Journal of Neuroscience:

“We have more gray matter in the front of our brains

study published in the Journal of Neuroscience found that introverts had larger, thicker gray matter in their prefrontal cortex, which is the area of the brain that is associated with abstract thought and decision-making. Extroverts had thinner gray matter in that same area. This suggests that we devote more neural resources to abstract thought, while extroverts tend to live in the moment.”

 

Pesquisando no Google você também vai encontrar textos que lhe dirão que os extrovertidos são mais felizes do que os introvertidos, ou os que falam da possibilidade de que as pesquisas que medem o que é felicidade tenham o viés da cultura ocidental, que diz que ser sociável e extrovertido é melhor do que ser quieto e reservado.

https://www.psychologytoday.com/blog/thrive/201205/are-extroverts-happier-introverts

http://www.livehappy.com/science/are-extroverts-happier

Também vão dizer que extrovertidos têm sistema imunológico melhor, estão menos suscetíveis à depressão e até mesmo a sonhos violentos 🙂

http://www.medicaldaily.com/introvert-or-extrovert-differences-when-it-comes-health-314956

 

Você também pode encontrar textos de haters dizendo que estão de saco cheio de ter que ouvir, há mais de um ano, esse papinho sobre introvertido, e como é tão tedioso essa história de introvertidos saindo do armário e dizendo que têm o direito de serem introvertidos.

http://thoughtcatalog.com/chelsea-fagan/2014/05/21-reasons-im-tired-of-hearing-about-introverts/

 

Mas também há sites como este, http://www.quietrev.com/, de Susan Cain, uma mulher que decidiu assumir a introspecção, publicar um best-seller (Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking), criar um site e fazer palestras explicando por que as pessoas não deveriam se sentir infelizes por serem diferentes dos extrovertidos.

 

Acredito que não chegaremos a um consenso sobre o que é ser introvertido, se isso é bom ou ruim. Mas posso dar minhas opiniões de misantropa-introvertida militante.

Ninguém precisa ser rotulado em classificações estritas e é óbvio que a maioria das pessoas não está nos extremos da régua de introversão e extroversão, e sim oscilando de um lado para o outro em momentos e situações diferentes da sua vida. Gosto de falar que sou misantropa, introvertida para promover a ideia de que as pessoas não deveriam ter vergonha de se reconhecerem diferentes do padrão, mas nada precisa ser preto e branco.

Cada pessoa é única e com características diversas. O que falta à autora do texto hater é um pouco de empatia, a capacidade de imaginar o que é ser uma criança, um adolescente, às vezes uma boa parte do tempo da sua vida adulta pensando que tem algo errado com você e como seria bom se você conseguisse gostar do que todo mundo gosta, fazer o que todo mundo faz. Se ela fosse um pouco mais humana, jamais escreveria um texto dizendo que está de saco cheio de vez em quando topar com posts ou apresentações PowerPoint explicando o que é introversão. Prezados camaradas extrovertidos e que acham frescura ficar falando de introversão: por alguns segundos, pensem nisso. O que é toda uma vida se sentindo errado no mundo.

Acho bem provável a ideia de que extrovertidos tenham mais momentos de alegria, felicidade, sistema imunológico melhor (e também estarem mais propensos a ter acidentes de pára-quedas, moto, ter amantes e se separar). Me parece realmente possível que a dopamina faça toda essa diferença nas minhas reações.

No meu caso há um fator cultural (glorificação de conquistas pessoais não é algo considerado bom no Japão. O autor do livro legal de Wabi Sabi estava contando que já viu lutadores de sumô, que tinham acabado de ganhar o maior campeonato mundial, falarem como se aquilo não fosse nada), e não sei dizer qual é o peso desse fator. Mas reconheço que é muito difícil me entusiasmar ou pular de alegria. Lembro como me senti quando ganhei o prêmio de melhor aluna da cidade na 8ª série, e depois no colegial, e de melhor aluna do colégio, ou quando no colegial soube que o resultado da olimpíada de matemática tinha me dado uma vaga pra um curso na Unicamp (o Daniel sempre me pergunta como é possível), e passei um semestre indo todo sábado pro Ciclo Básico, aula com estudantes universitários sobre coisas que eu não entendia nada, ou quando soube que meu resultado na prova do Objetivo tinha me dado uma bolsa de 70%, ou quando passei na Unesp entre os 10 primeiros pra Desenho Industrial, mas que deixei de fazer porque saiu a segunda chamada da USP pra Editoração, um curso com 15 vagas sem segunda opção, que eu achava que não tinha como ter segunda chamada. Ou quando soube que tinha ganhado o segundo lugar no Prêmio de Melhor Registro do Avistar, na época que era patrocinado pelo Itaú… acho que em 2009. O prêmio eram R$ 5.000 (que viraram 3.000 com os impostos, que horrível divulgarem valor de prêmio bruto). Ou quando eu soube que fotos minhas ficariam expostas na entrada do Parque Nacional da Tijuca, um lugar por onde passam milhões de visitantes por ano. Ou quando eu recebi um post it do Cris escrito “( ) Londres  ( ) Madri  ( ) NY”, e foi assim que eu escolhi minha primeira viagem pra fora do Brasil.

Eu não estou só me exibindo. Queria explicar que eu acho que essas coisas são bem legais e que mereciam ser celebradas, mas também lembro claramente de que não me fizeram pular de alegria.

Acho que a coisa que mais me trouxe uma sensação de grande satisfação foi quando eu li a publicação da portaria normativa que oficializa a observação de aves nos Parques Estaduais do Estado de São Paulo. Porque era um texto humano, bom, com poucas alterações em relação a o que havíamos pedido, mas principalmente por pensar num grande “chupa!!” pra todos os meus colegas que fizeram de tudo pra melar o trabalho. Sensação de vitória e doce vingança. Acho que saltitei e dancei um pouco na sala. Mas só um pouco.

Posso comparar minha rotina com a de pessoas que “ai, que maravilhoso esse moedor de pimentas, eu amei isso, ele mudou a minha vida”, e as pessoas que curtem tanto as interações no Facebook ou qualquer rede social. Os pesquisadores não estão certos em afirmar que os extrovertidos são mais felizes?

Introvertidos estão mais suscetíveis à depressão e suicídio, deve ser um fato. Há bons motivos pra isso. Interações sociais, ver gente face a face realmente trazem benefícios pro humor e saúde da maioria das pessoas; sentir-se engajado em algum trabalho, mesmo que seja voluntário, também te ajuda a ficar longe da borda do precipício; ficar pensando muito em você, no mundo, na sociedade também são práticas bem perigosas que podem facilmente te levar pra aquele lugar em que você conclui que a vida não vale a pena.

E tem esse outro aspecto negativo de ser introspectivo, que é a possibilidade de introspectivos terem com mais frequência sonhos que envolvem violência. Acho que eu não tenho, mas me parece bem provável que seja verdade pra muitos. Tenho bruxismo pesado, a ponto dos meus dentes do fundo serem quase lisos. O dentista que me falou sobre isso estima que eu devo ranger os dentes desde os 5 anos.

Introvertidos, misantropos, somos pessoas que pensam muito, sentem muito, percebem muito e têm poucas válvulas de escape. Ou melhor, talvez seja menos uma questão de quantidade, e mais uma questão de intensidade, é raro conseguir gargalhar ou se sentir exultante com algo. Nessa situação, faz sentido o bruxismo, ou insônia, ou pesadelos.

Se os extrovertidos são mais felizes, menos suscetíveis a doenças, depressão (e provavelmente o suicídio), será que não deveríamos ir atrás da cura misantropa, ou da cura introvertida?

“Toma essa pílula, e seu cérebro vai mudar. Você vai conseguir ser capaz de ir pras baladas, gostar de papear com qualquer um, vai conseguir sair mais com mais gente, comemorar mais, curtir mais. E, principalmente, vai parar de ficar o tempo todo pensando e reparando nas coisas, não vai mais ficar imaginando como as coisas poderiam ser melhores ou o que tem de falso ou errado no que fulano está falando ou escreveu”.

Não, obrigada. Minha felicidade e alegria podem ser diferentes do que a maioria das pessoas considera, mas são reais pra mim. Não sinto felicidade com roupas, sapatos, carro, moedor de pimenta, elogios, likes, aclamação pública, small talk. Faz muitos anos que não estou mais na busca de parceiros sexuais ou namorados. Elogio de chefe e aumento de salário também não eram motivos de grande felicidade, eram só legais.

Posso ser incapaz de sair pulando ou de gritar de alegria, mas acredite, tenho muitos momentos em que a felicidade é um calor morno emanando do peito quando fico abraçada com o Cris ou recebo um olhar amoroso e um abraço apertado do Daniel, quando cozinho com o Cris comidas boas e saboreamos, seja só nós dois ou com o Daniel; quando ficamos na varanda do apartamento terminando nosso vinho; quando saio com amigos queridos, ou eles vêm em casa, e podemos passar horas nos sentindo próximos; quando estou mexendo com as minhas fotos; quando saio pra fotografar e posso passar horas andando sem nenhuma pressa e fico animada quando encontro insetos muito camuflados, ou muito diferentes, ou muito minúsculos; quando pegamos o carro de dia, seja no Brasil ou em uma viagem internacional, e posso ficar olhando a estrada e a paisagem ao som de músicas favoritas; quando me sinto chegando a algum lugar com meus desenhos; quando recebo e-mails de leitores do blog.

Faz muitos anos que parei de desejar poder ver menos, pensar menos, sofrer menos, me irritar menos, e festejar mais, confraternizar mais. Depois de passar a infância e a adolescência desejando ser outra pessoa, na minha vida adulta consegui descobrir quem eu sou e ter orgulho de mim. Eu não tomaria a pílula da cura misantropa. E se você leu esse texto comprido até agora, queria te dizer que acho que você também não deve buscar agir diferente. Se nossas ações não contribuem pro mal, não há porque querer mudar.

Vários sites têm publicado coisas como um check list de comportamentos comuns em introvertidos, pra você parar de se sentir aberração :). Os textos no site têm comentários para cada item, aqui eu copiei só os enunciados, mas há link para os artigos.

 

22 sinais de que você é introvertido e não tímido

  1.  Você não gosta de conversa fiada
  2. você tem uma relação amor-ódio com o seu celular
  3. Você demora para responder mensagens
  4. Você acha multidões estressante
  5. Você não é anti-social … Você é seletivamente social
  6. você gosta de estar com um grupo de pessoas … em pequenas doses
  7. Você não se abre com qualquer um
  8. Você é criativo
  9. Você é um grande ouvinte
  10. Você é extremamente introspectivo
  11. Você pensa antes de argumentar
  12. Você parece estar flertando com todo mundo
  13. Você gosta do seu tempo sozinho
  14. Você raramente fica entediado
  15. Você não confia facilmente
  16. Você tem um pequeno grupo de amigos
  17. Você protege ferozmente seu espaço pessoal
  18. Você se sente mais a vontade expressando-se por escrito
  19. Você é um bom juiz de caráter
  20. Você é ótimo nas tomadas de decisões
  21. Você possui um ar de mistério
  22. Você é um amigo leal

 

http://www.brasilpost.com.br/2014/01/30/sinais-pessoa-introvertid_n_4695662.html

  1. Você acha conversas sobre assuntos fúteis incrivelmente cansativas.
  2. Você vai a festas – mas não para conhecer pessoas.
  3. Você muitas vezes se sente sozinho numa multidão.
  4. Fazer networking faz você sentir-se falso.
  5. Já o descreveram como “intenso demais”.
  6. Você se distrai com facilidade. (em meio a multidões)
  7. Você não sente que é improdutivo passar tempo sem fazer nada.
  8. Fazer uma palestra para uma plateia de 500 pessoas é menos estressante que ter que jogar conversa fora com essas pessoas, depois.
  9. Quando você embarca no metrô, senta-se numa ponta do banco, não no meio.
  10. Depois de passar tempo demais ativo, você começa a “desligar”.
  11. Você está num relacionamento com um extrovertido
  12. Você prefere ser expert em uma coisa a tentar fazer tudo
  13. Você evita ativamente ir a shows ou espetáculos que possam envolver participação da plateia.
  14. Você sempre olha o identificador de chamadas antes de atender, mesmo que a ligação seja de um amigo.
  15. Você observa detalhes que passam batidos por outras pessoas.
  16. Você tem um monólogo interior constante.
  17. Você tem pressão baixa.
  18. Você é descrito como “alma velha” — desde que tinha 20 anos.
  19. Você não se sente “aceso” em função do ambiente externo.
  20. Você olha para o quadro mais amplo
  21. Já lhe disseram que você precisa “sair de sua concha”
  22. Você escreve.
  23. Você alterna entre fases de trabalho e solidão e períodos de atividade social.

 

https://en.wikipedia.org/wiki/Extraversion_and_introversion 

http://hypescience.com/conheca-a-ciencia-que-faz-uma-pessoa-ser-introvertida-e-extrovertida/

http://www.quietrev.com/why-introverts-and-extroverts-are-different-the-science/

http://www.megacurioso.com.br/neurociencia/88021-sabia-que-o-cerebro-de-pessoas-introvertidas-trabalha-de-forma-diferente.htm

http://www.livescience.com/8500-brains-introverts-reveal-prefer.html?cmpid=514627_20151201_55808516&adbid=10153114706511761&adbpl=fb&adbpr=30478646760

http://www.quietrev.com/

http://www.livescience.com/37427-extroverts-have-different-brain-processes.html

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3827581/

Being Quiet: The Politics Of Personality – Updated