Minha primeira participação no sufrágio universal

Tenho título de eleitor há quase 20 anos, mas esta foi a primeira eleição em que realmente votei.

Bom “realmente” é um pouco de exagero, porque não tenho detalhes das propostas dos candidatos. Li um pouco dos sites de cada um, mas é tudo muito superficial. Se fosse para realmente votar deveria estar acompanhando há meses, e panfletando pelos meus favoritos. Não foi o que fiz, mas considerei um grande avanço querer votar.

Em todas as outras eleições, ou era “mãe, em quem devo votar, em quem você vai votar?”, ou então eu estava de férias em alguma outra cidade ou país.

Neste ano foi diferente. Em 2012 eu havia finalmente transferido meu título de Limeira para São Paulo. E mesmo que não houvesse o Yon Kippur no sábado, falei pro Cris que desta vez gostaria de estar em São Paulo para votar. Não fui pra Itatiaia, nem pra Jacutinga, nem pra África do Sul.

Escolhi meus candidatos principalmente por partido. O PV. Mesmo sabendo que eles não tinham chance de ganhar. Falei pro Cris que os votos que eles receberem, se forem significativos, são o sinal para os políticos de que meio ambiente é uma questão importante para as pessoas. Votei no Eduardo Jorge, no Kaka Wera, no Gilberto Natalini, no André Pomba – também porque ele defende a ideia de que cada um pode dar pra quem quiser, amar quem quiser, do jeito que quiser. E no Alexandre Schneider, que não é do PV, mas o artigo do Papo de Homem me convenceu a dar uma chance a ele como deputado estadual.

Fui votar perto das 16h, sabia que não teria fila. Só havia uma pessoa na minha frente. O Cris me aguardou no carro, disse que voltei com cara de quem tinha salvado um passarinho. Feliz por votar pela primeira vez na vida.

PS: “sufrágio universal” é um dos termos mais zoeiras que existem. Quem pode acreditar que sufrágio universal é algo bom?