Kingsman

Um ótimo filme de ação. Protagonistas carismáticos, engraçado, cheio de adrenalina e cenas que te fazem sorrir e admirar a engenhosidade de quem imaginou aquela situação. Também tiro o chapéu pela beleza das coreografias de luta. E, claro, não faço parte do coro que reclamou da piada com sexo anal envolvendo a princesa.

Pra mim um filme de ação é só isso: diversão inconsequente, e Kingsman prestou um ótimo serviço à sua majestade.

Frases aleatórias ouvidas no saída do cinema “quero assistir de novo!” (mas num tom de empolgação, não de quem precisava ver de novo pra entender). Porque teve estas: “o filme é legal, mas achei que faltou informação” “é, informação, né? Depois mais pra frente é que você começa a entender o enredo, então daí faz sentido” – e eu pensando “ah, não… não acredito que você não estava entendendo o filme e se sentindo sem informação…”. Mas eu só penso, e nem olho pra cara das pessoas… talvez um dia, se eu chegar a ter mais de 80 anos, eu tenha coragem de falar essas coisas em voz alta.

E frases boas do filme:

Colin Firth (Harry Hart), tentando sair do culto de uma igreja evangélica. Ele pede licença para a mulher sentada ao lado, mas ela não quer deixá-lo levantar. “Por que você quer sair?”, ela pergunta mais de uma vez, até que ele se enche e responde:

I’m a Catholic whore, currently enjoying congress out of wedlock with my black Jewish boyfriend who works at a military abortion clinic. Hail Satan, and have a lovely afternoon madam.

Sou um michê católico, vivendo em pecado com meu namorado negro e judeu, que trabalha numa clínica militar de aborto. Ave, Satã, e tenha uma ótima tarde, madame.

Também do Firth, citando Hemingway, para explicar o que é ser um cavalheiro:

There is nothing noble in being superior to your fellow man; true nobility is being superior to your former self.

Não há nada de nobre em ser superior a alguém. A verdadeira nobreza reside em ser superior a quem você já foi.

Em cartaz agora. Recomendo.

Kingsman The Secret Service

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