Juras de amor eterno, quem não entende, não sabe nada da vida

Se você não for capaz de fazer juras de amor eterno, de todo coração, não tenho nem palavras pra expressar sua pobreza. Você está perdendo pelo menos metade da diversão. Da vida toda.

Porque a linguagem da paixão é absurda e ridícula assim, como uma jura de amor eterno. Quem é capaz de garantir qualquer coisa, por um ano, uma semana, um dia que seja? Nada é garantido e coração só entende essas coisas ridículas e absurdas como “eu vou te amar pra sempre”, “você não sabe o quanto eu te amo”, ou “nem eu sei o quanto eu te amo”, “você é a coisa mais linda que eu já vi”, “how could I dance with another / when I saw her standing there?”

É assim que a gente conversa com o coração, é só desse jeito

Dizer “eu gosto muito de você porque você é inteligente, divertida, passamos bons momentos juntos e gostamos dos mesmos filmes e cantores”. Blarghhh!! Serve pra explicar pra sua vó porque você gosta de alguém, ou melhor, talvez pro seu contador, nem sua avó engoliria essa.

Ser apaixonado é ser ridículo. Pede pra alguém te explicar por que você ama o (a). Se a sua alma está ok, se não tem nada machucando, a resposta pra essa pergunta esquisita é um olhar abobalhado, olhos úmidos, um suspiro, dedos retorcidos, algum detalhe patético do outro que só faz sentido pra você.

Amar de verdade, sentir de verdade, querer viver de verdade é se expor ao ridículo o tempo todo.

A vida é breve demais pra gente ter que avaliar, a cada momento, o que os outros estão pensando de nós, o quanto estamos sendo observados e julgados com notas baixas. Foda-se o que os outros pensam, a sua vida só quem deveria viver é você.