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Eu quero algo que não tem nome

Mãe (Terra) e Mestre (Choa) e parças da Máfia do Invisível, eu quero algo que não tem nome e nem sei se é certo querer isso, se posso querer isso.

Não há angústia e a ansiedade parece limitada a níveis mínimos de refresh em algumas páginas, mas sendo capaz de tocar outros trabalhos.

A chegada do outono pode favorecer esses sentimentos, eu sei. Reflexões, introspecção, suicídio, mas pra mim não é sombrio, nem relacionado com a morte, é só o reconhecimento de que eu quero algo que não tem nome.

Fico olhando pra forma como as outras pessoas se relacionam, se expõem, conversam, se expressam, o que elas consideram de valor ou não, e sei que não é pra mim.

Na forma simplista de comparar o que as pessoas consideram boas fotos de natureza, o que eu vejo é que eu não me encontro com eles, o que os impressiona não me impressiona e vice-versa. Eles devem achar meus gostos chinfrim, sem graça. Eu olho os deles e parece tudo gasto, já vi isso, isso é tão igual a outras imagens, é tudo tão pasteurizado.

Abri mão dos meus amigos. Ou melhor, decidi que não quero mais ser sempre eu que estou atrás das pessoas, convidando, sendo gentil. Quem quer, quer, quem não quer, não me importa (foda-se é mais engraçado, mas menos exato).

Me sinto dando o passo de fé do Indi. E sem medo, sem pavor, há tanta tranquilidade aqui dentro. Me sinto me desvencilhando de tantas amarras e conexões seguras, antigas, tradicionais, garantidas, boas até, com vários aspectos bons e compensatórios, mas que ainda assim não são o que eu quero.

Quero algo que não tem nome.