Dias niilistas

“Niilismo

Este conceito teve origem na palavra em latim nihil, que significa “nada”. O seu sentido original foi alcançado graças a Friedrich Heinrich Jacobi e Jean Paul. Este conceito foi abordado mais tarde por Nietzsche, que o descreveu como falta de convicção em que se encontra o ser humano após a desvalorização de qualquer crença. Essa desvalorização acaba por culminar na consciência do absurdo e do nada.

O niilismo representa uma atitude crítica em relação às convenções sociais, e o termo aparece pela primeira vez na obra de Turgeniev “Pais e Filhos”. Nesta obra literária, um personagem afirma: “Um niilista é um homem que não se curva ante qualquer autoridade; nem aceita nenhum princípio sem exame, qualquer que seja o respeito que esse princípio envolva”.”

http://www.significados.com.br/niilismo/

Não procurei muito mais análises sobre o niilismo, mas esse link do significados serve por ora.

É verdade que voltei a pensar no niilismo por causa do True Detectives 1, Matthew Mcconaughey talvez se firmando como ator favorito. E depois em dias como hoje, em que há tantas coisas absurdas acontecendo, situações surreais (é algo particular mas sigiloso, absurdo é tudo que posso escrever num blog)… Pensar nas coisas absurdas, mas não sentir desespero, nem mesmo raiva. Mais pra um vazio. Uma vontade de que logo tudo isso seja apenas uma lembrança do passado. Sentar no chão de pernas cruzadas e olhos fechados pra pensar em imagens de um futuro em que todo esse cenário surreal ficou pra trás, em que a loucura ficou pra trás, e tudo que existe são cenas de felicidade com as pessoas queridas.

Pensar no niilismo como consciência do absurdo e do nada… então talvez eu seja niilista há muito tempo. Eu sei que invento os significados pra minha vida, que as minhas crenças são apenas as crenças que eu escolhi ter, que me ajudam a viver com menos dor e muitas vezes até feliz. É assim que eu escolhi acreditar que meus pensamentos influenciam minha vida, minhas ações, meu futuro. Que eu nasci pra ser feliz. Que tudo que acontece é pro nosso bem, que as coisas podem não fazer sentido na hora, mas depois farão. Que há uma máfia invisível traficando coincidências e que há tantas coisas boas na minha vida, em parte porque eu topo ser o peão deles de vez em quando e ser a pessoa certa pra conversar com alguém em determinado momento ou escrever coisas que podem ajudar as pessoas numa decisão ou trazer algum conforto.

Criei uma régua em que não existe “merda muito grande”. Há merdas. Mas sempre acho que elas terão solução, mesmo quando não têm. Como a morte. Umas semanas atrás descobri que eu não era a única baguá que não conseguia ver que minha avó estava morrendo. Minha mãe disse que também nunca duvidou que ela ia sair do hospital e voltar pra casa. Minha irmã falava, minha prima falava, e eu nunca acreditei… só porque decidi apagar da régua o “merda muito grande”.

Talvez seja por isso que hoje, apesar da situação absurda, da loucura, não são dias pra bater o desespero. Porque eu escolho acreditar que tudo tem solução, e que as merdas que estão acontecendo agora vão passar. Em breve serão apenas uma lembrança pálida do passado. Na verdade, a Seicho-no-ie não coloca limites rígidos no tempo, e aconselha você a mentalizar o que você quer como algo que já se concretizou. E sempre agradecer. Quando preciso rezar, costumo rezar pro Mestre Choa, pra Mãe Terra, e pros amigos espirituais. Que são os três tipos de entidades com quem já tive algum contato, talvez um dia fale disso.

Obrigada Mestre Choa, obrigada Mãe, obrigada amigos espirituais. Obrigada por não ter mais gente louca capaz de causar tantos estragos circulando nas nossas vidas. Obrigada pelas coisas voltarem a funcionar dentro do que é explícito, racional, honesto e honrado. Obrigada por sempre nos amparar.

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Daqui a uma semana saio de férias e volto no início de agosto. Nestes últimos dias o vazio me tirou a inspiração pra escrever, então não garanto que tenha mais posts em julho. Se eu não aparecer nos próximos dias, só em agosto.