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Cerejeiras em Campos do Jordão – shut up and shoot

Pra quem não sabe as floradas são momentos imperdíveis para fotografar aves. As de cerejeiras, por exemplo, são um espetáculo. Flores lindas (e eu nem sou tão fã de cor de rosa) e, graças ao cenário, as fotos sempre ficam especiais.

As cerejeiras são da Ásia e há várias espécies plantadas no Brasil. As flores não duram muito tempo (acho que no máximo umas 2 semanas), mas como há várias espécies com inícios de florações diferentes, numa cidade como Campos do Jordão é possível ver as flores de meados de junho a início de setembro.

O início da floração também varia por condições climáticas. As flores só aparecem depois das árvores perderem todas as folhas, e outro dia descobri que há produtos usados para esse fim.

Fui pra Campos neste fim de semana, viagem com a família, mas como as pessoas normais não gostam de acordar cedo, sempre dá pra sair pra passarinhar. No domingo eu e o Cris fomos ao Parque das Cerejeiras, o que tem o festival, não o que fica ao lado do Corpo de Bombeiros. A gente não tinha muito tempo. As árvores estavam lindas, incríveis, mas estava difícil fotografar. Com tantas flores, as aves ficavam dispersas pelo parque, diferente de outros anos em que as fotografei em lugares com poucas árvores floridas.

Cris: “o que você está achando?”

Eu: “muito difícil. Os beija-flores ficam voando no alto, está difícil focar, o fundo dos tiribas também está ruim estão no contraluz, não vi nenhum beija-flor-de-topete até agora, só tem amazilia e papo-branco, alguns besourinhos, vi um beija-flor-preto, um tesoura, não vi gaturamos”

Cris: “vou te falar algo que você já falou pra mim: shut up and shoot”

Ri bastante. “Shut up and fish” é uma música da Maddie & Tae – não que eu soubesse quem elas são, a gente ouviu na rádio por acaso numa das viagens pros EUA e nos divertimos com o refrão. Nessa mesma viagem, estávamos fotografando nascer do sol num desses lugares populares, que tem um monte de fotógrafos, já tinha passado o momento mais bonito e o Cris começou a falar do quanto aquele lugar era incrível bla-bla, eu achei errado ter a voz dele quebrando o silêncio e talvez a contemplação dos outros, daí falei pra ele “shut up and fish”, e ele entendeu.

E como vingança é um prato que se come frio, no domingo ele aproveitou pra dar o troco, mas foi num ótimo momento. Pensei que era mesmo bobagem ficar pensando em espécies ou dificuldades de luz, e fotografei mais um pouco.

Até o início de setembro ainda é provável encontrar cerejeiras floridas em Campos do Jordão. Se você estiver por lá, fique atento. Pelas minhas experiências em outros anos, a atividade maior começa depois das 10h, acho que os raios de sol aumentam a produção do néctar.

Caso você vá no feriado de 7 de setembro, tente viajar em horários e dias alternativos. Teve uma vez que a gente levou 1h30 pra conseguir sair da cidade.

Nova York, Berlim, Montreal — quem se importa

Um dos presentes da viagem é o foda-se as aparências.

Quero dizer: uma coisa é você saber que as pessoas dão uma importância exagerada pra corpo sarado, pele, cabelo, roupas, carro. Outra é andar por lugares em que você sente um grande “fodam-se os padrões de beleza”.

Andar por Nova York traz essa sensação de tanta diversidade de pele, cabelo, formatos de corpos, roupas. E, nesses lugares turísticos, está todo mudo tão sorridente, tirando selfies, curtindo. Felizes.

Falei disso pra uma amiga, que comentou de uma vez em Berlim: passou uma senhora de mais de 70 anos com o cabelo pintado de roxo. Ela pensou “nossa…”, e depois de um tempo topou com outra senhora de cabelo bem colorido. E ela pensou “nossa, eu. Como eu sou besta de ficar reparando”. E falou que teve essa sensação de liberdade, de faço o que quiser, e que adoraria morar um tempo em Berlim.

Conversando com outra amiga, falando dessa sensação boa em Nova York, ela contou que sentiu o mesmo em Montreal (acho que era Montreal. Sei que ela foi pro Canadá nas férias, e falávamos “Canadá”, mas suponho que nesse momento ela estava falando de Montreal). Sobre conversar com um amiga que está lá faz anos, e que não precisa mais se importar com aparência. Em ser magra, em não ter rugas. Ela falou “eu posso ser apenas eu, e ninguém me julga pela minha aparência”.

É claro que as pessoas julgam pelas aparências, falei várias vezes, é instantâneo, inevitável, e qualquer ser vivo faz isso. Mas acho que podemos pensar que nas sociedades mais evoluídas, há uma grande quantidade de pessoas que aprendeu a julgar as pessoas de forma mais inteligente: elas sabem que estar bem ou mal vestido não torna alguém pior ou melhor. Em Nova York por exemplo, há muitos restaurantes caros que vão atender do mesmo jeito o casal com homem de paletó, mulher de vestido e salto alto, ou o casal de bermuda e papete. (Tenta isso no Jardins, em São Paulo. Eu já tentei. Éramos ignorados pelos garçons).

Nas sociedades mais evoluídas a mulher não precisa ser sexy ou ter um determinado tipo de corpo. Uns anos atrás em Foz do Iguaçu reparei em casais alemães, várias mulheres de cabelo grisalho ou branco, cortado curto, sem nenhum estilo especial, roupas largas, andando de mãos dadas, jeito carinhoso, com homens bonitos, que não pareciam nem um pouco incomodados ou envergonhados da mulher.

Não estou falando que a mulher tem que ser assim: sem tintura, cabelo curto, roupa larga. E sim que é lindo que as pessoas possam ser o que elas quiserem, se vestir como quiserem, ter o cabelo como quiserem. E convivem com pessoas pra quem aquilo não significa que você é menos competente, menos profissional, menos confiável, menos humana, menos mulher.

O guruzinho gosta de falar do quanto somos uma sociedade escravocrata, e esse é um dos tentáculos da dominação. O código de vestimenta, de penteado. Pra deixar bem claro qual seu estrato social. pra saber como você merece ser tratado.  E se você é negro, então… Uma história que uma amiga contou, um amigo negro que sempre tinha que andar muito bem vestido, ou então estava sujeito a humilhações e desaforos constantes. Não que não acontecessem, mas bem vestido, aconteciam menos.

Ai, antes que alguém reclame, eu sei que tem um quadrilhão de coisas ruins em Nova York, nos EUA, não sou baba-ovo de gringo (mentira, muitas vezes sou, principalmente quando comparo parques de natureza lá e aqui). Mas tem coisas que são fatos: as cidades culturalmente desenvolvidas, cosmopolitas, lidam muito melhor com diversidade, ainda mais porque estão acostumadas a e entendem a importância dos milhões de turistas, e no geral têm cidadãos que aprenderam que julgar pelas roupas e penteado é algo arcaico.

Eu já tinha sentido isso nas outras idas a Nova York. Mas é sempre um bom sentimento pra tentar fazer durar o máximo possível. Alimenta também um carinho pelo mundo, penso ou olho pras pessoas e vem essa vontade de tocar seus rostos pra falar

“sabia que não importa…

que você não precisa…

que está tudo bem?”

 

Como diz um desses memes “Te falam que você é feio pra que você compre mais coisas”.

Em vez de gastar tanto dinheiro, tempo e energia pra ter uma aparência X, uma casa de tal jeito, pra comprar tantas coisas inúteis, bem que as pessoas podiam investir tudo isso em terapia, em viagens, em trabalhos por um mundo com menos desigualdade e injustiças.

É difícil não pensar que nada disso é por acaso, e que vivemos o triunfo orc, o mundo em que a maioria das pessoas investe nas coisas mais inúteis e tolas.

Nova York – parte 1

Love you

Nunca pesquisei mais a fundo, mas Jonathan Franzen disse que tinha a ver com o 11 de setembro. Eu achava chique as pessoas que podiam falar o que estavam fazendo quando souberam que o presidente Kennedy foi baleado ou quando o homem pisou na lua. Eu não era nascida em 1963 ou em 1969, mas em 2001 eu já trabalhava. Faço parte do grupo que pode falar o que estava fazendo quando soube do ataque às torres gêmeas. Trabalhava na Publifolha, na época que ficava na Vieira de Carvalho. Meu amigo falou “você viu? Nova York está bombando”, e fomos até a sala de reuniões, que tinha uma televisão, e vi as imagens. Uns anos atrás vi fotos das pessoas cobertas de cinzas, andando como zumbis, e isso traz um valor a mais pra essa cidade, é inevitável, dolorido e ao mesmo tempo há um sabor a mais em saber dessa cicatriz. Não há nada visível, mas se Franzen está certo, é uma das cicatrizes mais bonitas que uma cidade ou um país pode ter.

Franzen acha que após o 11 de setembro tornou-se muito mais comum as pessoas terminarem uma ligação com “Love you”. “Bye, love you”. Não “I love you”, e sim o “love you”.

Talvez o certo fosse eu pegar o livro – provavelmente é no “Como ficar sozinho”, mas não desta vez, mesmo correndo o risco de citar errado vou falar dessa lembrança. A ideia de que um evento tão traumático numa cidade tão improvável e icônica trouxe uma mudança na alma das pessoas. A vontade de se falar com mais frequência, várias vezes “amo você” – a consciência aguda da fragilidade da vida, do quanto você não sabe se vai ter outra oportunidade pra falar isso.

 

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Triplo thank you

Dos 8 dias na cidade, 6 fui passarinhar no Central Park. Num desses dias, já voltando pro hotel, uma moça bonita, cara de indiana, de bicicleta e capacete pediu pra eu tirar uma foto dela (algo bem comum… durante a viagem, umas 8 pessoas me pararam e pediram pra tirar fotos, mesmo eu não tendo nenhuma aura de simpatia). Quando fui atravessar a avenida (ainda dentro do Central Park), o sinal estava verde pra pedestres, mas vi dois ciclistas descendo. É bem mais fácil eu esperar do que eles brecarem, então parei de atravessar, eles passaram e gritaram “thank you!”, “thank you!”, e logo em seguida passou a moça indiana que também gritou “thank you!”.

A primeira vez que fui pra Nova York foi em 2005. As pessoas falavam sobre a arrogância dos americanos, algo que nunca senti. Em 2005 ainda se andava com guias em papel, lembro de estarmos numa esquina olhando um mapa, um homem parou e perguntou se a gente precisava de ajuda. No metrô eu via as pessoas se levantando pra dar lugar pros mais velhos sentarem e, mesmo nessa viagem, um homem (da minha idade), deu o lugar dele pra mim, para que eu pudesse ficar sentada do lado do Daniel. Em São Francisco teve a tal história do casal que puxou papo com a gente e nos pagou bebidas, dentro dos parques todo mundo é um poço de simpatia, você topa com alguém numa trilha, olha pra pessoa, sorri, fala oi. Mesmo dentro do Central Park na época dos migrantes, quando o parque fica cheio de birdwatchers as pessoas se tratam como amigos. Em 2010 eu estava lá sozinha, vendo um miniguia, um homem sentou do meu lado, sorriu, pegou o miniguia da minha mão com delicadeza e começou a me apontar que espécies já tinham chegado (não era cantada, ele era gay, daqueles que depois você encontra e uma colega diz “she pictured a Blackburnian!”, “oh! I can’t believe! I was starting to like you, but now I hate you – you know birdwatchers are very competitive”. Em Las Vegas na final mundial de poker – vocês sabem como torcida brasileira pode ser um saco – os brasileiros enchendo, provocando, alguns americanos bem irritados. Num dos momentos eles contra-atacaram com gritos de “USA! USA!”, mas só funcionou a primeira vez. Quando tentaram puxar de novo o coro, não houve adesão. Achei que as pessoas se sentiram envergonhadas e não queriam bancar os arrogantes.

Eu sei que tem um monte de americanos filhos-da-puta e que minhas experiências são as pequenas bolhas de civilidade. Sei que tem muita violência, estupros, racismo, xenofobia, injustiças diversas.

E teve o Trump.

Mas o que eu sinto pelos Estados Unidos? O que me inunda quando penso nas minhas lembranças e referências culturais sobre os Estados Unidos?

Só amor. Amor, gentileza, mundo que deu certo.

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Algumas das placas no Central Park:

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No Cooper Hewitt Smithsonian

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Fotos do 11 de setembro, da internet:

Feria-Sevilla

Feria de Sevilla

Faz uns dias que tenho tentando escrever e os textos morrem na metade. Então por enquanto vou só postar umas fotos da Feria de Abril, a Feria de Sevilla, um evento digno de carnaval brasileiro (como espetáculo, no bom sentido, sem nada depreciativo na comparação). Lindo de ver. Acho que conseguimos ficar quase 1h olhando, antes da misantropia surtar muito e eu pedir pra ir embora. Mas foi bem bonito.

Uma cidade élfica x o fotógrafo de joelhos

Eta dificuldade da porra de reconectar com qualquer coisa.

De voltar a panfletar no Facebook.

De continuar a manutenção e atualização do virtude e do heart3.

De me sentir birdwatcher e parte de uma comunidade que está tão animada com a proximidade do Avistar – São Paulo.

De escrever o relato da viagem pra Espanha, e sei que é um erro, já fiz isso com outras viagens e depois me arrependi de ter demorado pra escrever e perder pedaços de informação. Os relatos de viagem são um pedaço do meu cérebro pra fora, pra confiar, pra eu poder acessar depois e lembrar nomes de lugares, hotéis, comidas, reforçar memórias.

De acreditar que alguma coisa que eu escrevo ou defendo sobre natureza e fotografia de natureza faz diferença.

Não é amargura, tristeza, depressão. Só esse sentimento de soltura, de falta de laços, um “isso não importa”.

Isso que dá ser niilista agnóstica misantropa introvertida filha da puta.

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Ronda é uma cidade incrível. Contribuição do Cris pro roteiro, eu só pensava na parte de ver as aves, mas felizmente ele não.

Passear pela cidade que existe desde o século 9 a.C, onde a Ponte Nova é do século XVIII.

“Tire uma foto dos elfos vendo as luzes no final do dia, se preparando pra jantar” — algo realmente adorável na Europa são as construções que se mesclam com o relevo.

Era bonito ver os elfos, mas não consegui evitar um pensamento, algo que me assombrou durante dias. Era absurdo pensar que esse é o mesmo mundo em que um caminhão coloca comida pra atrair crianças, e então explode, matando 125 pessoas, sendo 68 crianças.  A imagem do fotógrafo correndo com uma criança nos braços, e depois ajoelhado no chão, após ter entregado a criança pro socorro, ajoelhado com jeito de quem está chorando, ao lado dele uma criança morta arremessada pela explosão. Não conseguia não pensar que é o mesmo mundo, um punhado de quilômetros de distância e ao mesmo tempo um abismo. O mesmo mundo. Mas não é o mesmo mundo.

Aproveite mais seus passeios e viagens, fotografe natureza

Só coloquei os links pro Virtude em vez de fazer um post aqui, porque há galerias e fotos que ficam mais fáceis de visualizar lá. O primeiro post fala de câmeras compactas no geral, o segundo é o relato do passeio no final de semana em São Sebastião, em que além de fotografar aves, insetos, flores, também fotografamos um pouco da vida submarina.

Fotografia de natureza com câmeras mais baratas do que celular, fev/17, por Claudia Komesu

Passeio em São Sebastião – SP: fotografia de aves, insetos, aranhas, flores e peixes, fev/17 por Claudia Komesu e Cristian Andrei

Fotografia de natureza na neve

“Um pernilongo!”. E era um pernilongo morto, na beirada da janela. Um dos únicos insetos que eu vi na viagem toda. Quase peguei minha câmera pra fotografar, mas depois deixei pra lá.

Essa foi uma viagem com poucas fotos. Estávamos com o Daniel, então o foco é família, não fotografia. Não fizemos nenhum passeio pra fotografar, o que conseguimos foi da janela de casa, nos arredores das casas onde ficamos, nas pistas de esqui, ou fotos rápidas do cenário do caminho pro restaurante ou do campo onde paramos pra brincar.

Era tudo muito estranho porque umas semanas antes eu estava em Peruíbe, e antes tinha ido pra Tapiraí e pra Campos do Jordão. A Mata Atlântica no verão é um parque de diversões, você encontra o que fotografar o tempo todo (se você gosta de insetos e aracnídeos).

Mas pequenas cidadezinhas da Alemanha e Áustria no inverno? Que vazio.

Sair pra caminhar de manhã, encontrar terrenos baldios, inspecionar os matinhos e não encontrar nenhum besouro, nenhuma aranha. Nem formiga.

Aves sempre tem. Você pode contar que alguma casa terá comedouros e nos arredores você verá Eurasian Blackbird, Common Chaffinch, Great Tit, Eurasian Blue Tit, pardal e um primo, o Eurasian Tree Sparrow, pombos domésticos, corvos.

Além disso, com menos abundância vi Eurasian Bullfinch, Coal Tit, Marsh Tit, Eurasian Kestrel, Mallard, Great Spotted Woodpecker, Eurasina Magpie, Common Buzzard. Vi um trush pintatinho, talvez o Mistle, uma Purple Heron e um White-throated Dipper (este foi lifer).

Uma frutinha vermelha, talvez Rowan, um inseto (o Daniel que trouxe), alguns líquens. Cenários muito bonitos. Mas nenhum mamífero silvestre, mesmo com todas as minha mentalizações de “uma raposinha, uma raposinha”.

Fotografar em baixas temperaturas exige alguns cuidados a mais. Você tem que estar preparado pra bateria da câmera acabar bem rápido. Como fotografei pouco não tive problemas, mas eles recomendam você sempre andar com baterias reservas no bolso da calça ou do casaco, em algum lugar perto da sua pele, pra tentar mantê-las mais quentinhas. Também dizem pra você evitar ao máximo entrar com sua câmera numa sala aquecida, porque isso pode causar condensação. Daí quando você sai pro frio de neve, pode ter gelo dentro da sua câmera, a ponto de ter gente que não conseguia usar o zoom porque o gelo impedia. Se você não puder evitar de entrar com a câmera em algum ambiente quente, pra colocá-la dentro de um saco, tirar o máximo possível de ar e vedar.

E é claro, você tem que tomar cuidados extras com sua segurança e bem estar. Mais fácil se perder, ou ter problemas com o carro, escorregar. Mesmo um fotógrafo experiente como o Vincent Munier teve o problema de passar tempo demais encantando com uma coruja das neves, e quando voltou pro alojamento falaram “seu nariz está preto”, ele teve que ir pro hospital e perdeu um pedacinho do nariz, necrosado pelo frio (não sei dizer qual pedaço, as fotos dele não mostram, deve ter sido um pedaço bem pequeno e talvez uma plástica resolveu, mas deu pra entender).

A neve é linda.

Mas pra fotografia de aves você precisa de algo como um comedouro bem movimentado, ou aqueles lagos que reúnem milhares de aves aquáticas. Pra insetos, aranhas, flores, cobras, sapos acho que é quase zero. Pra paisagem há muitas oportunidades.