Category Archives: Música

But the age of miracles, it hadn’t past

Suddenly I saw you there

And through foggy London town

The sun was shining

Everywhere

 

Muitos já cantaram essa música, mas ouvir esse show em Paris, ouvir A Voz te falar que a era dos milagres não passou é algo pra deixar os olhos úmidos.

Frank, ah, Frank.

Que tristeza viver num mundo sem o Frank, sem o Elvis, sem o Tom.

 

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Quem não entende a importância do cabelo certo?

Até simpatizo com o Keanu Reeves, mas achei o fim da picada terem colocado ele como John Constantine, do jeito que ele é, com aquela cara de Neo. Claro que ele loiro teria sido o mapa do inferno virado do avesso, mas não importa, simplesmente era muito errado acharem que ser loiro ou moreno não passava de um detalhe.

Ou quando fizeram Elektra, que eu nem fui ver. Com certeza não era bom, mas além disso, sacrilégio demais ela não ter cabelo preto.

Alasca, do John Green, que demorei pra ler porque meu primeiro contato foi folhear O Teorema Katherine, ao som de duas mocinhas de voz aguda falando atrás de mim o quanto o John Green era incrível. Mas na Bienal folheei o Quem é você, Alasca? e comprei. Havia três capas pra escolher, peguei a com cara de HQ. Já li quase tudo, naquela ordem desrespeitosa, gostei a ponto de jogar no Google e encontrar um cartaz que me preocupou, este, mas não é oficial, é feito por fã, e daí eu me pergunto se o cidadão que fez o cartaz se deu o trabalho de ler o livro. E, caso tenha lido o livro, se tem qualquer capacidade de interpretação de texto. Essa Alasca do cartaz fake é totalmente errada. Ela jamais teria essa cara de patricinha, com cabelo arrumadinho, máscara pra cílios, batom escuro.

alasca-errada

Achei uma capa de livro, factível, que é esta. Já deu pra ver a diferença.

alasca-mais-ou-menos-errada

E também considero bem aceitável ela ter cabelo preto repicado e ser meio descabelada, como nos desenhos de HQ da edição que comprei.

alasca-certa

Devia ser proibido fazer adaptação de HQ pra cinema achando que cor de cabelo é irrelevante. Fazer um loiro virar moreno, ou uma grega de cabelos negros ter cabelo castanho é muito desrespeito pelos fãs, um grande “fodam-se os fãs”.

E em homenagem às mulheres de cabelo preto, Black Hair, do Nick Cave. The Boatman’s Call é um dos meus álbuns favoritos. Letras e melodias dignas, solenes, profundas, nostálgicas. O álbum todo é bom. Mas só ouça a música, não procure os clips.

Por que demorei tanto tempo pra saber que Elvis é assim?

Tantos motivos pra acreditar que ele não era mesmo desse mundo… Já devo ter escrito isso em outro post, mas reafirmo: um dos poucos casos em que eu apoiaria o cara que quisesse fazer cirurgia plástica radical e anulação da personalidade – pra tentar ser como o Elvis.

Ah, Elvis… e por tantos anos achei que Elvis era coisa caída de karaokê.

 

 

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Lucky Rocket! Filho ilegítimo do Elvis?

Por causa deste vídeo de Unchained Melody topei com a informação de que o moço aqui é Lucky Rocket, filho ilegítimo do Elvis. É uma semelhança incrível. Se foi plástica pra ficar parecido, que trabalho bem feito.

Mas não basta ser parecido. O cara sabe se mover como o Elvis, com a elegância de um tigre! Se você tem o mínimo interesse pelo Elvis, tem que acessar ver este vídeo, no 2:14. Mostra esse Lucky Rocket cantando e dançando, um teste de filmagem, em 2007. É de cair o queixo.

Por que esse homem não está fazendo filmes, shows, por quê?

 

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Remember the King – Elvis é foda, o show no Ibirapuera, nem tanto

2012-10-10-21-19-30

2012-10-10-21-19-42

Passei muitos anos sem conhecer o Elvis, na verdade minhas referências não eram boas: tios cantando em karaokê, filmes na Globo, as músicas de estúdio e não dos shows, as fotos da fase gorda ou dele engomadinho. Depois que vimos as imagens dos shows, especialmente o de 1968, e a turnê de 1970 de Las Vegas, tudo mudou. Se tivessem me apresentado Elvis Presley desse jeito desde o começo… acho que eu seria uma tiete.

Em outubro de 2012 teve show no Ibirapuera. Em 2013 também. Dá pra ter uma boa ideia do show nesse vídeo de 2013, filmado no Ibirapuera mesmo: Continue reading Remember the King – Elvis é foda, o show no Ibirapuera, nem tanto

Provas da existência de Deus

Encontrei o Cris no supermercado. As compras foram rápidas. Quando entramos de novo no carro, Cris liga o rádio, e me fala:

“Perdemos a prova da existência de Deus”, eu: “?”, Cris: “ia tocar o terceiro movimento de Beethoven, que o Aldous Huxley, em Contraponto, diz ser uma prova da existência de Deus”, eu: “uau!”

Mais tarde o Cris me explicou que era um programa de rádio sobre música e literatura, e que o locutor citou o Contraponto, no caminho pro supermercado.

eu: “sei que você é culto, mas confesso que estava impressionada com a sua citação a Contraponto”, Cris: “rs… eu… que esqueço tudo de filmes e de livros. Não, nunca ia lembrar”.

Bom, fui procurar a obra e, graças ao Huxley com essa ótima frase de efeito, é fácil achar a referência. É lindo de chorar mesmo:

(aqui aparece a música, com uma animação gráfica bonita. Por algum motivo, divino talvez, de vez em quando abro este post e a visualização que aparece é do trecho de Madagaskar, com o rei Julian falando dos seus amigos deuses e o sacrificiozinho. Se isso acontecer, primeiro pode rir, depois entra no youtube e digita isso “Beethoven, op. 132, 3rd mvt., Heiliger Dankgesang, string quartet (animated score)”)

A maioria dos céticos conhece os textos de Richard Dawkins. Um tempo atrás havia um PDF com trechos de “Deus, um delírio”, mas a polícia contra pirataria tirou do ar, uma pena. No livro havia um capítulo discorrendo sobre o tema, explicando por que a beleza não é prova da existência de Deus.

Do Dawkins só li trechos. Escreve muito bem, tem aquela mente aguçada e postura metida de que eu gosto (gosto de gente metida, que tem direito de ser metida em seu campo de conhecimento, mas não é besta de querer humilhar ou competir com pessoas que não têm nível pra isso).

 

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Amadeus

Quem nunca assistiu, como eu, que só fui ver em 2012, precisa assistir. Amadeus. Tem no Netflix. Três horas de filme. Assistimos de madrugada, depois de ter visto dois filmes bobocas. Com fome, com vontade de ir fazer xixi, mas a gente não conseguia tirar os olhos da tela, nem dar pause. É fabuloso. E adoraria saber se Mozart tinha mesmo aquela risada:

O filme é extremamente envolvente, você fica fascinando em acompanhar a vida do jovem gênio. Considero o roteiro muito bem sucedido, inclusive nas cenas para mostrar que ele era mesmo genial:

Se era impetuoso assim, tão jovial, ingênuo, com essa risada… aí já não sei, até queria saber.

O figurino é outro destaque do filme. Mesmo com as perucas um tanto desconcertantes, modernas. Dois protagonistas excelentes: além de Mozart, Salieri, aqui retratado como seu arqui-inimigo é outra figura para não desgrudar os olhos, tanto nas cenas dos dois juntos, como nas confissões que ele faz ao padre, quando já está velho, e explicando como Mozart zoou com a vida dele.

O filme mostra o gênio até o final…  O enterro é outra cena inesquecível. Esse filme é um dos grandes.

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E a ária da Rainha da Noite, da Flauta Mágica, as pessoas não conseguem gastar. Aves cantam lindas melodias, mas o que essa mulher consegue emitir de sons, é animal, gutural, carregado de ódio e poder. Não sei como a filha dela não se mata naquele momento mesmo. E essa montagem é incrivelmente chique, figurino incrível, cenário incrível, iluminação de mundo mágico. Fica ainda melhor quando você compara com vídeos de outras montagens, sem recursos, sem genialidade. A gente até perdoa a maquiagem de drag queen típica das óperas. O trecho mais famoso e hipnotizante começa a partir dos 2:47. E pensar que isso e muito mais saiu da cabeça de uma pessoa. Que morreu aos 35 anos.

Mozart é de janeiro, mas não de capricórnio, e sim de aquário, esse signo de pessoas geniais e desumanas.