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Pra mudar de sintonia

Meio por acaso pensei em duas obras que mudam minha sintonia (pra melhor), e quis compartilhar. E pesquisando sobre uma delas, achei indicação de outra, que só o trailer é de tirar lágrimas. Vou falar delas:

1 – Os novos álbuns de Antonio Meneses

Com obras pra violoncelo de Schumann, Tchaikovsky. Nem sou entendida em música erudita, só descobri este disco porque uma sexta à noite fui levar o Daniel num aniversário, era num boliche. Parei em frente, ele não desceu do carro, perguntei se ele queria que eu entrasse com ele, ele olhou pra baixo e falou “seria gracioso da sua parte se você entrasse comigo”. Eu queria muito entrar. Ele tem quase 14, mas pra mim ainda é o garoto pequeno de 4 anos, que a gente levava em festas e quando ele via aquele monte de gente, apertava minha mão com força.

Mas a gente tem que incentivar autonomia, não? Então eu fiz de conta que sou durona e falei “vamos fazer assim. Você entra sozinho, e quando encontrar seus amigos, me manda uma mensagem. Eu estarei esperando aqui fora, quando receber sua mensagem, vou embora” (é preciso dizer que o boliche era na PQP, perto da Raposo, qualquer um ficaria com medo de ser o local errado, de ficar sozinho lá 🙂 ). Ele entrou. A rádio estava na Cultura FM e tocava uma das músicas lindas desse álbum, que felizmente depois o locutor contou o que eu estava ouvindo. Fiquei esperando o Daniel me mandar mensagem enquanto me escorriam as lágrimas da saudade da mão pequena do Daniel, da dor de ter que mandar ele entrar sozinho, a passagem inexorável do tempo.

E eu teria ficado esperando pra sempre, porque o cretino não me mandou mensagem. Fiquei 10 minutos esperando, daí mandei msg, e depois de uns minutos ele respondeu. Eu entendo. É mico encontrar os amigos e ter que parar uns segundos pra mandar mensagem pra madrasta dizendo “pode ir”.

O álbum é lindo. Não tem como ouvir e não ser transportado pra um mundo muito mais distinto.

Por causa desse disco que ouvi na Cultura FM, encontrei este outro, lançado também neste ano, parceria com André Mehmari. Outra lindeza sem fim:

 

2 – A Vida dos Elfos, de Muriel Barbery

O livro foi lançado no final de 2015, vi por acaso numa livraria no final do ano passado, ainda não tinha certeza se ia comprar mas o Cris decidiu comprar pra mim e sei que hoje é um dos livros que eu amo.

É uma obra carregada de magia. Posso pegá-la a qualquer momento, ler qualquer parágrafo, e ela me remete a uma esfera com mais arte, mais beleza, mais encantamento. Sem nenhum pudor de pensar nos elfos do Tolkien, mesmo no Orlando Bloom (que eu descobri que é um dos poucos atores que o Daniel guarda o nome, por causa do Legolas e do Will Turner. E que é capricorniano 1 dia mais novo do que eu).

Mas voltando, a Vida dos Elfos te transporta. Vou transcrever um trecho:

“(…) Não houve hesitação a respeito de quem deveria ir avisar à menina, o que muito explica o homem que aquele pai era. André, pois era esse seu nome, foi ao quarto de Maria e a encontrou mais acordada que um batalhão de andorinhas. Balançou a cabeça e se sentou ao seu lado com aquela maneira indescritível que era o talento desse camponês pobre mas com estofo de rei — pelo que se diz que não havia acaso no fato de a menina ter aterrissado ali, fazia pouco mais de doze anos, por mais rústica que fosse aquela estranha granja. Por alguns segundos Maria não se mexeu nem pareceu respirar. Depois teve um soluço miserável  e, como fazem todas as meninas, mesmo as que falam com javalis fantásticos e cavalos de mercúrio, chorou com soluços desesperados, desses que aos doze anos se gastam sem contar, enquanto aos quarenta é tão difícil que eles cheguem.”

Li o livro no ano passado e depois o deixei num canto, porque ele termina de forma abrupta, é a primeira parte de uma continuação que ainda não foi lançada e não se sabe quando será, tende piedade de nós, oh Muriel.

 

3 – The Red Turtle

Porque eu estava pesquisando quando vai sair a continuação de A Vida dos Elfos, encontrei um site que parece bem interessante.  Vale apena ler a resenha de Isabelle Simões sobre o livro: http://deliriumnerd.com/2017/09/05/a-vida-dos-elfos-muriel-barbery/

Dei uma olhada, e vi outro post interessante, sobre uma animação minimalista e sem diálogos, que é a mistura da Holanda com a Inglaterra e o Japão. Este é o tal que falei que só o trailer me tirou lágrimas. Talvez porque eu tenha passado os últimos dias lendo demais informações sobre lugares onde você pode fazer snorkel e nadar ao lado de tartarugas, esses animais fantásticos.

E talvez também por lembrar da história do amigo Robson Bento, uma conversa em que eu tentava convencê-lo a não trocar o trabalho de fotógrafo de eventos por fotografia de natureza, que não dá dinheiro. Eu já tinha contado minha história com o gaturamo-rei. Então ele contou de um passeio de caiaque numa manhã na Flórida, sobre estar num lugar longe da praia e de repente ver algo grande, que ele não sabia o que era, e quando chegou mais perto, meio com medo, viu que era uma tartaruga, enorme, linda. Ele olhou pra ela, ela o encarou, era um dia nublado mas nesse momento abriu um raio de sol que fez os olhos da tartaruga brilharem… e ele chorou muito.  Perdi o contato com ele, acho que ele não trabalha mais com fotografia de natureza, mas tenho como presente essa história, e a ideia de que as fotografias de um passeio são o registro do que as pessoas viram. Parece bobo? Pra alguém como eu faz muito sentido, se tornou um dos pilares pra explicar por que eu reclamo tanto do estilo de passeio que só quer registrar lifers.

A Tartaruga Vermelha tem pra comprar no Itunes por uns US$ 15, e vi algo que nunca tinha experimentado, o serviço de compras do Youtube. Sai por R$ 24, ou R$ 29 o HD. Vou comprar hoje ou nos próximos dias e conto se gostei.

https://www.theguardian.com/film/2017/may/28/the-red-turtle-review-studio-ghibli-masterpiece

Requisitos para ser una persona normal

No avião. Assisti inteiro sem pular trechos, o que já é bastante coisa. É bonitinho, engraçadinho, com mensagens positivas, inclusive algumas importantes que andei falando pra amigos queridos, algo difícil dada a minha etnia, mas disse com sinceridade pra uma amiga parar de pensar que enquanto ela não tiver trabalho ela não tem direito de ser feliz.

As mensagens são corretas, os personagens são simpáticos, há uns diálogos interessantes, a ousadia de escolher o peidar embaixo do cobertor e ficar apreciando o cheiro como algo que une os dois.

Mas é bobo. É raso.

Sei que foi esse o objetivo. Um filme bem leve, leve com os balões, algo só pra afagar a alma de tanta gente de 30 anos que não tem emprego ou tem emprego precário, que tem que morar com os pais ou com desconhecidos, que não tem um hobby, que come muita porcaria e não consegue emagrecer, que não sabe o que quer da vida.

É um afago. Mas será que mesmo as pessoas que se identificaram com os personagens não sentiram falta de cenas mais reais, diálogos mais reais? Tudo é tão leve com os balões, e nenhum problema é sério, doído ou difícil, tudo se resolve, não há angústia, não há insônia, não há questionamentos realmente sinceros sobre si, sobre traumas. Não há dor.

A protagonista tem a lista do que ela deveria cumprir pra ser uma pessoa normal. Trabalho, casa, vida social, vida familiar, namorado, hobbies, ser feliz. E ela vai ticando item por item, daquele jeito irreal. Não há momentos pra pensar nos itens dela, na lista dela, nos quartinhos fedorentos dela, como o trauma de ter tido um pai violento que batia na mãe.

Talvez isso torne o filme mais verossímil, porque imagino que muita gente faz isso. Se apega à lista padrão do que deveria cumprir mas não quer olhar mesmo pra si e descobrir quais são os requisitos pra você, o que você deveria resolver em você. Não pra ser uma pessoa normal, mas pra ser a pessoa que você quer ser. Lembrando que não precisa nem ter como objetivo ser feliz, você pode escolher outros objetivos na vida (por exemplo, alguém pode escolher conhecimento, domínio sobre um tema, como algo mais importante do que ser feliz. Não estou dizendo que é o certo, nem que é errado, é só uma escolha e na verdade muita gente faz isso. Decide que a satisfação e o orgulho técnico e profissional é o que você quer, mesmo que isso te afaste de família, amigos, lazer).

É um filme bonitinho, mas não gostei. Não traz o gosto de verdade.

Breves comentários sobre bullying

Achei uma parça no meu grupo do 1o grau. Uma garota que não era minha amiga na época, mas passamos um tempão conversando agora à tarde, e ela é louca que nem eu, de começar uma conversa inbox e em cinco minutos estar contando coisas importantes da vida dela.  Enquanto isso, no grupo, ela já postou “Pergunta polêmica: qual é sua religião”, e agora um post falando do 13 Reasons Why.  Ninguém comentou até agora, só eu. Escrevi comprido e falei pra ela que sempre vou comentar qualquer assunto polêmico que ela quiser conversar. Vou colar aqui:

“Oi [nome da minha parça]

Estou achando que não vão ter muitos comentários sobre esse tema, as pessoas têm se manifestado no grupo muito mais do que eu esperava, mas tem coisas que não espero que as pessoas abram. Acho que somos as mais louconas, e vou apoiar sempre qualquer coisa que você quiser conversar, mas acho que é bom a gente não esperar demais dos outros.

Em geral as pessoas não querem falar com essa abertura que estamos falando, mas acho que vários estão lendo, acho que podemos contar com isso.

Bullying é sério e grave. Sentir-se sozinho, sem amigos, sem ter com quem conversar, é seríssimo. Imagino que a maioria das pessoas aqui já não tem problemas com isso, mas temos que ficar atentos por causa dos nossos filhos, e também vigiar se algo do nosso discurso pode estar sendo preconceituoso, venenoso.

Você sofreu bullying? Quer contar?

Eu sei que era chamada de CDF, que é algo nada elogioso, mas nunca me senti discriminada nas escolas no tratamento pelos colegas, pelo contrário, sempre me sentia tratada com carinho, respeito, disputada até como companheira de trabalhos em grupo :).

Mas nas ruas era diferente. Eu odiava ser japonesa. As pessoas mexiam comigo, passavam por mim e gritavam arigatô, banzai, japoronga, ou qualquer coisa que elas achassem que soasse como japonês. Uma vez uns garotos me seguiram, ficavam andando do meu lado puxando os cantos dos próprios olhos e falando coisas que eles achavam que soava como japonês. E quando virei adolescente e comecei a ter peito, ficava levando secadas, aquele som sibilante nojento, o gostosa. Às vezes eu voltava pra casa em zigue-zague, atravessando a rua toda vez que visse homens ou garotos com jeito de quem poderia mexer comigo.

Eu já passei por uns abusos que a maioria das mulheres já passou, mas o que me dói mesmo é o bullying por ser japonesa. Eu achava que era coisa do passado, em São Paulo ninguém mexe com você, mas um tempo atrás fui fazer rafting em Brotas, cruzamos com outro bote que estava com vários japoneses, meu condutor falou pro outro “ei, a gente pode trocar”, “podemos mesmo, e pior é que se cair na água você não sabe qual é qual” – afinal, japonês e caminhão de melancia é tudo igual. Até então eu estava papeando com ele, depois me calei, mas não quis reclamar do que ele falou pra não estragar o passeio pros outros. Mas doeu, e dói até hoje. Depois desse dia, todas as vezes que penso nisso me caem umas lágrimas.

O Cris estava indignado, ele nunca tinha visto, falou “você me falou de como era em Limeira, mas eu não imaginava que era assim, até hoje”.

Uma vez meu enteado estava contando algo da escola e falou “o gordinho”, eu falei “não fale assim. Em geral quem é gordo não gosta de ser chamado de gordo, a gente não deve falar nada que possa chatear as pessoas”, ele nunca mais falou.

Quando ele era bem criança, uma vez a gente viu ele brincando com uma girafa, falando que ela era um palitinho, e desconfiamos de que alguém na escola dele estava chamando ele de palitinho. Passou logo, mas é o tipo de coisa pra se ficar atento também. Ele era muito magrinho, mas já faz uns anos que ele faz Kung-fu três vezes por semana, isso também ajudou bastante em confiança. Ele não é do grupo dos populares da classe, é mais dos nerds, gamers, mas tem o círculo de amigos nerds e gamers também, é um garoto feliz, cantarolante, bem humorado, engraçado.

Meu cunhado, marido da minha irmã, é muçulmano nascido na Marrocos, naturalizado brasileiro. É um amor de pessoa, a família dele também é um amor. Não deixo ninguém falar mal de muçulmanos perto de mim, sou capaz de responder comprido quando recebo aqueles textos que generalizam a loucura do que algumas pessoas fazem, como se fosse coisa que qualquer muçulmano ou árabe faz. “Sabia que o Brasil é um país de corruptos, que todo brasileiro é corrupto? Deviam proibir os brasileiros de saírem do país, pra pararem de espalhar a corrupção pelo mundo”, às vezes respondo assim.

Escrevi muito. Mas quem chegou até aqui, obrigada pela atenção ao tema, e espero que você também faça parte do time de pessoas que estão sempre agindo por um mundo mais gentil, mais humano, menos injusto e menos cruel.”

 

Um ótimo início de ano com o Capitão Fantástico

Ouvi falar do filme, e no avião tinha pra assistir (A KLM está demais).  É um dos melhores filmes que eu já vi. Uma história muito envolvente — pelo menos pra misantropos-introvertidos, ótimo elenco, tudo muito crível, em nenhum momento você pensa “aí não”.

E o Aragorn será sempre o Aragorn. Recomendo demais, assista assim que puder.

E pra quem não liga pra spoilers, a cena abaixo é do funeral viking da mãe das crianças, esposa do personagem do Viggo Mortensen, uma mulher com transtorno bipolar que logo no começo do filme descobrimos que se matou cortando os pulsos. A pira funerária com essa música alegre e cenário maravilhoso, as crianças tão lindas dançando, tocando os instrumentos, cantando, o Aragorn cantarolando também, essa é uma cena pra guardar no coração por muito tempo.

Feliz 2017!

(malditos direitos autorais tirou o primeiro vídeo. Ainda tem este no Youtube, mas com o som bem baixo)

4th Man Out

4th Man Out, sobre um cara de 25 anos que decide sair do armário e após uns estranhamentos iniciais, pode contar com o apoio dos seus 3 melhores amigos, que até o ajudam a procurar um namorado. Fofuras do Netflix, antídoto pra alma cabisbaixa que topou com a caixa de comentários da Valadão.

Que uma pessoa religiosa e preconceituosa fale bobagem, você até entende. Mas ver mais de 200 likes no comentário que diz “se a escola do meu filho tentar ensinar essa história de ideologia de gênero eu mudo ele da escola, e se a outra escola tentar eu mudo de novo, e se não adiantar eu coloco num colégio militar”.

Caramba. Caramba. Que droga. O sonho de ver os assuntos de tolerância e respeito à diversidade discutidos na sala de aula… provavelmente não vai acontecer na rede pública. Crianças que teriam a chance de crescerem menos tapadas, sem chances de tratar mal alguém, ou bater em alguém só porque a pessoa tem valores diferentes. Mas não.

4th Man Out é fofo como um conto de fadas com final feliz e te faz sorrir o tempo todo. Mas o filme acaba e só o que eu penso é como os pais conseguem fazer coisas idiotas pra estragar a vida dos filhos.

Nerdices – Capitão América – Guerra Civil

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acho que é porque fala de águias. Mas me fez rir sozinha no sofá.

Se você não lê inglês:

“Não sei se você está a par do fato que uma águia-americana nasce todas as vezes que eu faço sexo”

“Não me admira que elas estejam ameaçadas de extinção”

“O quê?”

 

Este também é muito bom:

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E a seleção de rostos deste aqui é ótima. Meu template tem algo contra imagens compridas, até fatiei o primeiro meme mas este é comprido demais, melhor ver aqui http://www.hypable.com/captain-america-civil-war-meme/

captain-america-civil-war-memes-iron-man-tony-stark-likes-the-amazing-spider-man

Sonhos não-eróticos com o Dr. Reid

O Derek foi embora, mas eu sonho é com o Reid. Diversões do seu inconsciente que ainda te faz acordar lembrando do sonho com vários detalhes, para te deixar dias se perguntando “WTF?”.

  • Andando abraçada com o Reid
  • A sensação do quanto ele é magro, minha mão no ombro dele e sentindo os ossos finos
  • Eu sabia que era o Reid, e que tinha que aproveitar. O que você pede pra um gênio? Pensei que um bom pedido seria uma lista de músicas boas.
  • Ele cantarolou um trecho daquela música do Gilberto Gil, “Abacateiro” (Refazenda), e agora não tenho certeza se foi antes ou depois de eu pedir uma lista de músicas.
  • Por que ele cantarolou Abacateiro pra mim, é daquelas trolagens do inconsciente.
  • A outra música que ele cantarolou é boa. Quer dizer… a parte zoeira é que ela era do Sílvio Santos, eu tinha esquecido isso durante anos, ouvi de novo com a BlueBell cantando, reconheço que é boa, e no Youtube achei esta versão. A garota que postou disse que é de uma coletânea de músicas pra bebedeira, uma ótima ideia.
  • E eu não sei qual seria o efeito em mim. Nem preciso das músicas. No sábado teve festa de família em casa, almoço, e mesmo assim bebi de acordar no quarto e não lembrar como tinha ido parar lá. Veja bem: almoço em família. Com sogra, cunhado, crianças.  Isso que dá começar com pinga 48%, depois abusar das 4 garrafas de espumante, depois passar pro vinho… e acho que nem peguei o vinho de sobremesa. Feliz Páscoa judaica adiantada.

 

Refazenda, do Gilberto Gil, mas cantarolada pelo Reid

Abacateiro acataremos teu ato
Nós também somos do mato como o pato e o leão
Aguardaremos brincaremos no regato
Até que nos tragam frutos teu amor, teu coração
Abacateiro teu recolhimento é justamente
O significado da palavra temporão
Enquanto o tempo não trouxer teu abacate
Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão
Abacateiro sabes ao que estou me referindo
Porque todo tamarindo tem o seu agosto azedo
Cedo, antes que o janeiro doce manga venha ser também
Abacateiro serás meu parceiro solitário
Nesse itinerário da leveza pelo ar
Abacateiro saiba que na refazenda
Tu me ensina a fazer renda que eu te ensino a namorar
Refazendo tudo
Refazenda
Refazenda toda
Guariroba

 

E o comentário final pode ser este:

giphy