Bobagens de quem quer viver sofrendo

Fui ver Amanhecer no mesmo dia do E se vivêssemos todos juntos.

É bonzinho. Com algumas cenas tão cafonas que dão até o que pensar. Afinal, estar apaixonado é perder o bom senso, em qualquer esfera. E na paixão dos jovens, então, campos absurdamente floridos é o de menos.

O recurso da guerra é bem engraçado. Como aquelas redações ruins de 6a série, em que o final é “mas foi tudo um sonho”. Usam isso em filmes hoje em dia, e muita gente que se considera culta adora se sentir enganadinho pelo roteirista.

Amanhecer é um filme para crianças e adolescentes que gostam de vampiros, você quer o quê, espera o que do filme? Rrrridículo que as pessoas falem mal do filme, ou falem mal de Piratas do Caribe, porque ficam julgando os filmes pelo o que eles nunca se propuseram a ser.

Me falaram: “Assistimos aquele Piratas do Caribe, e não gostamos. O filme não tem sentido algum”.

Ou as pessoas em O Tigre e o Dragão: as cenas de luta espetacular são válidas – sair voando não, isso fez a plateia vaiar.

E passei os olhos numa crítica incrivelmente longa de O Último Samurai num site… socialista? Comunista? Algo assim. Uma das reclamações era de que a música não era música autêntica japonesa, e sim música norte-americana. Como se em algum momento o diretor, roteirista, produtor tivessem qualquer intenção de fazer um filme autenticamente japonês de época.

Você julga as pessoas como pessoas tolas julgam filmes?