Bienal do livro 2014

Entre os tantos títulos infanto-juvenis traduzidos, temos pelo menos uma estrela: Felipe Castilho é nosso autor paulistano, que escreveu Ouro, Fogo & Megabytes, e Prata, Terra & Lua Cheia. Dois romances num pique de Crônicas dos Kane, mas os deuses que caminham disfarçados ao lado dos humanos são Saci, Sereia, Boto, Lobisomem.  Soube do livro por acaso. Meu enteado estava com Prata, folheei, encontrei referências ao folclore, achei incrível, pedi para ele me emprestar Ouro, li na segunda-feira e pensei “preciso falar do birdwatching pra esse moço”, e fui pra bienal com esse objetivo.  E consegui. Conheci o Felipe e o Tainan Rocha. Quem sabe consigo levá-los pra passarinhar, e talvez isso repercuta nas obras do Felipe ou do Tainan de alguma forma.

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Se você pensa em ir, não faça como eu, e leve uma câmera. De celular já ajuda, mas se puder levar uma câmera mesmo, tem muitas coisas bonitas pra fotografar. Eu esqueci o celular em casa, dessa vez me vi obrigada a gravar só com os olhos. Queria muito ter fotografado a carinha das crianças pra quem o Felipe e o Tainan autografavam, ou das crianças com chapéus de cangaceiros assistindo a uma apresentação de repentistas, ou a cara de orgulhosa da mulher que posava ao lado do Carlos Bertollazzi, as ilustrações originais que estavam em exposição, os stands com livros em promoção empilhados, o stand com livros islâmicos e pessoas islâmicas, tantos adolescentes sentados em tudo quanto é canto.

Vamos nos permitir apenas ficar olhando tanta moçada compenentrada em ler livros ou HQs, tudo bem que é HQ, tudo bem que são só romances. Mesmo nos mais superficiais, sempre tem algo pra assimilar e aprender, e muitas vezes é a porta da entrada para outros tipos de livro.

A Bienal é um momento pra gente ter esperança.