Amadeus

Quem nunca assistiu, como eu, que só fui ver em 2012, precisa assistir. Amadeus. Tem no Netflix. Três horas de filme. Assistimos de madrugada, depois de ter visto dois filmes bobocas. Com fome, com vontade de ir fazer xixi, mas a gente não conseguia tirar os olhos da tela, nem dar pause. É fabuloso. E adoraria saber se Mozart tinha mesmo aquela risada:

O filme é extremamente envolvente, você fica fascinando em acompanhar a vida do jovem gênio. Considero o roteiro muito bem sucedido, inclusive nas cenas para mostrar que ele era mesmo genial:

Se era impetuoso assim, tão jovial, ingênuo, com essa risada… aí já não sei, até queria saber.

O figurino é outro destaque do filme. Mesmo com as perucas um tanto desconcertantes, modernas. Dois protagonistas excelentes: além de Mozart, Salieri, aqui retratado como seu arqui-inimigo é outra figura para não desgrudar os olhos, tanto nas cenas dos dois juntos, como nas confissões que ele faz ao padre, quando já está velho, e explicando como Mozart zoou com a vida dele.

O filme mostra o gênio até o final…  O enterro é outra cena inesquecível. Esse filme é um dos grandes.

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E a ária da Rainha da Noite, da Flauta Mágica, as pessoas não conseguem gastar. Aves cantam lindas melodias, mas o que essa mulher consegue emitir de sons, é animal, gutural, carregado de ódio e poder. Não sei como a filha dela não se mata naquele momento mesmo. E essa montagem é incrivelmente chique, figurino incrível, cenário incrível, iluminação de mundo mágico. Fica ainda melhor quando você compara com vídeos de outras montagens, sem recursos, sem genialidade. A gente até perdoa a maquiagem de drag queen típica das óperas. O trecho mais famoso e hipnotizante começa a partir dos 2:47. E pensar que isso e muito mais saiu da cabeça de uma pessoa. Que morreu aos 35 anos.

Mozart é de janeiro, mas não de capricórnio, e sim de aquário, esse signo de pessoas geniais e desumanas.