Adeus ao domador do Gênio Indomável

Vi ao acaso a notícia, enquanto esperava o Cris trazer os drinks. Infelizmente fiquei velha e já não posso beber como antigamente, todos os dias, mas hoje foi um dia corno,  desses em que você tem que falar coisas difíceis pra pessoas queridas, e quando o Cris viu meu estado, foi ele que falou “hoje você precisa beber”, e assim acabou nossa garrafa de Jose Cuervo.

O Cris acredita em homenagens, e mais uma vez foi ele a dizer “vamos assistir a um filme dele. Qual você quer?”, talvez logo depois de eu estar lá com aquela cara de paspalha, falando coisas como “ele morreu triste, infeliz…”. Eu queria o Gênio Indomável, e foi uma nota de tristeza a mais ver o Robin Williams, no papel de Sean, e pensar nesse Sean como uma imagem do próprio Robin Williams.

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E quem não gostaria de ver uma pasta em que há fotos de todas as vezes que te machucaram de deixar roxo – não necessariamente na pele, vale na alma, no coração, mas estariam lá, todos os registros de quando doeu tanto,

e ter alguém pra te dizer, com a voz mais paternal do mundo “Não foi culpa sua. Não foi culpa sua. Não foi culpa sua. Não foi culpa sua”.

Brinde ao Robin Williams e a esses amantes da vida de subúrbio, Ben Affleck e Matt Damon.